segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Dia do Saci - 31 de Outubro



Quem é o saci 

O Saci-Pererê é um dos personagens mais conhecidos do folclore brasileiro. Possuí até um dia em sua homenagem: 31 de outubro. Provavelmente, surgiu entre povos indígenas da região Sul do Brasil, ainda durante o período colonial (possivelmente no final do século XVIII). Nesta época, era representado por um menino indígena de cor morena e com um rabo, que vivia aprontando travessuras na floresta.
Porém, ao migrar para o norte do país, o mito e o personagem sofreram modificações ao receberem influências da cultura africana. O Saci transformou-se num  jovem negro com apenas uma perna, pois, de acordo com o mito, havia perdido a outra numa luta de capoeira. Passou a ser representado usando um gorro vermelho e um cachimbo, típico da cultura africana. Até os dias atuais ele é representado desta forma. 
O comportamento é a marca registrada deste personagem folclórico. Muito divertido e brincalhão, o saci passa todo tempo aprontando travessuras na matas e nas casas. Assusta viajantes, esconde objetos domésticos, emite ruídos, assusta cavalos e bois no pasto etc. Apesar das brincadeiras, não pratica atitudes com o objetivo de prejudicar alguém ou fazer o mal. 
Diz o mito que ele se desloca dentro de redemoinhos de vento, e para captura-lo é necessário jogar uma peneira sobre ele. Após o feito, deve-se tirar o gorro e prender o saci dentro de uma garrafa. Somente desta forma ele irá obedecer seu “proprietário”. 
Mas, de acordo com o mito, o saci não é voltado apenas para brincadeiras. Ele é um importante conhecedor das ervas da floresta, da fabricação de chás e medicamentos feitos com plantas. Ele controla e guarda os segredos e todos estes conhecimentos. Aqueles que penetram nas florestas em busca destas ervas, devem, de acordo com a mitologia, pedir sua autorização. Caso contrário, se transformará em mais uma vítima de suas travessuras. 
A crença neste personagem ainda é muito forte na região interior do Brasil. Em volta das fogueiras, os mais velhos contam suas experiências com o saci aos mais novos. Através da cultura oral, o mito vai se perpetuando. Porém, o personagem chegou aos grandes centros urbanos através da literatura, da televisão e das histórias em quadrinhos.  
Quem primeiro retratou o personagem, de forma brilhante na literatura infantil, foi o escritor Monteiro Lobato. Nas histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo, o saci aparece constantemente. Ele vive aprontando com os personagens do sítio. A lenda se espalhou por todo o Brasil quando as histórias de Monteiro Lobato ganharam as telas da televisão, transformando-se em seriado, transmitido no começo da década de 1950. O saci também aparece em várias momentos das histórias em quadrinhos do personagem Chico Bento, de Maurício de Souza.

Dia do Saci
Com o objetivo de diminuir a importância da comemoração do Halloween no Brasil, foi criado em caráter nacional, em 2005, o Dia do Saci ( 31 de outubro). Uma forma de valorizar mais o folclore nacional, diminuíndo a influência do cultura norte-americana em nosso país. 

Curiosidade:
- O Saci-Pererê é o mascote do time de futebol Sport Club Internacional de Porto Alegre. 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

No dia 29 de outubro é comemorado o dia nacional do livro.



Para a primeira biblioteca do Brasil, Portugal disponibilizou um acervo bibliográfico muito rico, vindos da Real Biblioteca Portuguesa, com mais de sessenta mil objetos. O acervo era composto por medalhas, moedas, livros, manuscritos, mapas, etc.
As primeiras acomodações da Biblioteca foram em salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, na cidade do Rio de Janeiro.
A escolha da data foi em razão da transferência da mesma para outro local, no dia 29 de outubro de 1810, fundando-se assim a Biblioteca Nacional do Livro, pela coroa portuguesa.
Da data da fundação até por volta de 1914, para se fazer consultas aos materiais da biblioteca era necessária uma autorização prévia.
O primeiro livro publicado no Brasil foi Marília de Dirceu, escrito por Tomás Antônio Gonzaga. Na época, o imperador do país fazia uma leitura prévia dos mesmos, a fim de liberar ou não o seu conteúdo, funcionando como censura.
Em 1925, Monteiro Lobato, escritor e editor, autor do Jeca Tatu e do Sítio do Picapau Amarelo, fundou a Companhia Editora Nacional, trazendo grandes possibilidades de crescimento editorial para o Brasil.

Curiosidades sobre livros e leitura no Brasil:


O brasileiro lê, em média 4,7 livros por ano, contra 10 nos EUA ou na França e 15 nos países nórdicos. Dos 4,7 livros lidos pelos brasileiros,apenas 0,9 não são livros didáticos.
A Unesco ( Organizações das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) recomenda que haja uma livraria para cada 10 mil pessoas. No Brasil ,com 190 mil habitantes,temos 2.700 livrarias uma para cada 70 mil habitantes.

Quem são os leitores no Brasil

Na última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 95,6 milhões (55% da população estudada) declararam ter lido pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses (outros 6 milhões leram em meses anteriores e não foram computados). Dentre esses, 47,4 milhões (50%) dos leitores são estudantes que leem livros indicados pelas escolas (inclusive didáticos). Do soutros 41,1 milhões que não são estudantes:
- 7,3 milhões (9%) têm até a 4ª série do Ensino Fundamental.
- 10,6 milhões (27%) têm de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental.
- 14,9 milhões (37%) têm Ensino Médio.
- 8,5 milhões (55%) têm Ensino Superior.
-  1/3 dos leitores afirma ler frequentemente.
- 55% são mulheres. Mulheres leem mais que homens em todos os gêneros, exceto em História, Política e Ciências Sociais.- 6,9 milhões (7%) dos leitores estavam lendo a Bíblia.

Quem mais influenciou os leitores a ler:

Mãe (ou responsável mulher)  49%
Professora  33%
Pai (ou responsável homem)  30%
Outro parente  14%
Amigo  8%
Padre, pastor ou líder religioso  5%
Colega ou superior no trabalho  2%
Outros  3%
Ninguém  14%
Não sabe ou não informou  1%

Perfil dos leitores que declaram gostar de ler em seu tempo livre e fazer isso com frequência

- Formação superior (79%)
- Renda familiar acima de 10 salários mínimos (78%)
- Chefes de família (76%)
- Espíritas (76%)
- Trabalham e estudam (73%)
- Membros das classes A (75%) e B (74%)
- Moradores da região Sul (72%)
- Moradores das regiões metropolitanas (69%)
- Jovens e adultos de 18 a 24 anos (67%) e 30 a 39 (68%)

Origem dos livros lidos, por classe social

Classe AClasse BClasse CClasse DClasse E
Comprado73%65%48%32%27%
Xerocado5%8%8%5%2%
Presenteado30%30%21%24%25%
Emprestado por Biblioteca24%31%37%33%22%
Emprestado por Particular35%47%46%44%49%
Distribuídos pelo governo3%11%15%29%40%
Baixado da Internet10%13%9%3%3%


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Conheça a incrível máquina de escanear livros

A internet está cheia de livros bons para você baixar. O que muita gente não sabe é que para isto acontecer alguém precisou digitalizá-lo, em um processo que pode levar de algumas horas até dias de trabalho. Na maior parte das vezes os livros são escaneados página por página, já que nos scanners domésticos raramente cabe um livro aberto. Em seguida, as imagens digitalizadas são passadas em um programa de OCR. O programa extrai o texto, que será completamente rediagramado logo depois. Este é o processo pelo qual 99% dos e-books disponíveis hoje passou. Um trabalho feito por milhares de usuários anônimos, para que você possa curtir uma boa leitura gratuitamente.

Já projetos como o Google Books possuem recursos mais avançados, que incluem máquinas como a que você verá nos vídeos abaixo. São engenhocas capazes de escanear milhares de páginas por hora, sem nenhuma interferência humana. O ScanRobot possui um berço ajustável, no qual o operador coloca a obra a ser digitalizada. Feito os ajustes, um braço com ponta piramidal desce sobre o livro, digitalizando e passando as páginas automaticamente.

Confira os vídeos abaixo. E enquanto a gente não dispõe de uma destas, agradeça àquelas pessoas que dedicam muitas horas de suas vidas para suprir esta falta.




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domingo, 23 de outubro de 2011

Maior estante a céu aberto do mundo, na areia da praia.



Banhistas australianos foram surpreendidos, na quarta-feira (3), com trinta estantes de madeira repletas de livros, dispostas lado a lado nas areias da praia de Bondi (Sidney), paraíso dos surfistas e uma das praias mais famosas do país. A biblioteca a céu aberto foi uma ação de marketing da Ikea para uma de suas mais famosas peças, a estante Billy, que está completando 30 anos no catálogo da empresa. Com a ação, a loja criou “a maior estante a céu aberto do mundo”. Infelizmente, ela só durou um dia.

Os livros disponibilizados na praia puderam ser levados para casa pelos banhistas em troca de qualquer doação em dinheiro para a instituição The Australian Literacy and Numeracy Foundation.



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Composição Gestaltiana



Esta composição gestaltiana levou anos, literalmente, para ser feita. Foi melhorando na medida em que o tempo – os anos, Deus meu! – foram passando. Publicada a primeira vez em 1958, na revista O Cruzeiro, foi reescrita para várias publicações. Não se consegue fazer esse tipo de coisa, numa sentada só. Tem que ser um pouco chinês.


O A é uma letra com sótão. Chove sempre um pouco sobre o à craseado. O B é um l que se apaixonou pelo 3. O b minúsculo é uma letra grávida. Ao C só lhe resta uma saída. O Ç cedilha, esse jamais tira a gravata. O D é um berimbau bíblico. O e minúsculo é uma letra esteatopigia (esteatopigia, ensino aos mais atrasadinhos, é uma pessoa que tem certa parte do corpo, que fica atrás e embaixo, muito feia). O E ri-se eternamente das outras letras. O F, com seu chapéu desabado sobre os olhos, é um gangster à espera de oportunidade. O f minúsculo é um poste antigo. A pontinha do G é que lhe dá esse ar desdenhoso. O g minúsculo é uma serpente de faquir. O H é uma letra duplex. A parte de cima é muda. Serve também como escada para as outras letras galgarem sentido. O h minúsculo é um dinossauro. O I maiúsculo guarda, em seu porte de letra, um pouco do número I romano. O i minúsculo é um bilboquê. O J, com seu gancho de pirata, rouba às vezes o lugar do g. O j minúsculo é uma foca brincando com sua bolinha. Vê-se nitidamente; o K é uma letra inacabada. Por enquanto só tem os andaimes. Parece que vão fazer um R. Junto com o k minúsculo o K maiúsculo treina passo-de-ganso. O L maiúsculo parece um l que extraíram com raiz e tudo. Mas o l minúsculo não consegue disfarçar que é um número (1) romano espionando o número arábico. O M maiúsculo é um gráfico de uma firma instável. O m minúsculo é uma cadeia de montanhas. O N é um M perneta. No n minúsculo pode-se jogar críquete com a bolinha do o. O O maiúsculo boceja largamente diante da chatice das outras letras. O o minúsculo é um buraquinho no alfabeto. O p é um d plantando bananeira. Ou o q, vindo de volta. O Q maiúsculo anda sempre com o laço do sapato solto. O q minúsculo é um p se olhando de costas ao espelho. O R ficou assim de tanto praticar halterofilismo. Sente-se que o s é um cifrão fracassado. O S maiúsculo é um cisne orgulhoso. Na balança do T se faz jusTiça. O U é a ferradura do alfabeto, protegendo o galope das idéias. O u minúsculo é um n com as patinhas pro ar. O V é uma ponta de lança. O W são vês siameses. O X é uma encruzilhada. O Y é a taça onde bebem as outras letras. Desapareceu do alfabeto porque se entregou covardemente, de braços pra cima. O Z é o caminho mais curto entre dois bares. O z minúsculo é um s cubista.


Millôr Fernandes


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Nem sempre eles se destacam pelos livros que escreveram.

Monteiro Lobato, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector. Nenhum deles ocupou cadeira na Academia Brasileira de Letras (ABL). Em compensação, Ivo Pitanguy, José Sarney e Paulo Coelho estão entre os atuais 40 imortais, o que mostra que não são só as letras que contam.

O estatuto da ABL explica em seu 2º artigo que “só podem ser membros efetivos da Academia os brasileiros que tenham, em qualquer dos gêneros de literatura, publicado obras de reconhecido mérito ou, fora desses gêneros, livro de valor literário”. Na prática, ocupa a vaga quem fizer o melhor lobby entre os 39 imortais que, em de voto secreto, escolhem seu próximo colega.

E mais uma eleição se aproxima. Em 28 de fevereiro faleceu o bibliófilo José Mindlin, que desde 2006 ocupava a cadeira 29. Em 4 de março, quando foi declarada vaga na Sessão da Saudade, já despontaram vários e variados candidatos, como o cartunista Ziraldo, o sambista Martinho da Vila e o diretor da Biblioteca Nacional, Muniz Sodré. Mas as apostas repousam em Eros Grau, que já ocupa uma cadeira cobiçada: ele é ministro do Supremo Tribunal Federal.

Mas fãs de ironias históricas devem torcer para o embaixador Geraldo de Holanda Cavalcanti, casado com a escritora Dirce de Assis Cavalcanti, filha de Dilermando de Assis. Em 1909, Dilermando matou, em legítima defesa, Euclides da Cunha, que ocupava a cadeira n° 7 da ABL. Exatos 101 anos depois, o genro de um assassino de imortal se tornando imortal – dava um livro.

Cadeira Nome Eleição Área de atuação

1 Ana Maria Machado 2003 Literatura
2 Tarcísio Padilha 1997 Meio Acadêmico
3 Carlos Heitor Cony 2000 Literatura
4 Carlos Nejar 1988 Literatura
5 José Murilo de Carvalho 2004 Meio Acadêmico
6 Cícero Sandroni 2003 Jornalismo
7 Nelson Pereira dos Santos 2006 Cinema
8 Cleonice Berardinelli 2009 Meio Acadêmico
9 Alberto da Costa e Silva 2000 Meio Acadêmico
10 Lêdo Ivo 1986 Literatura
11 Helio Jaguaribe 2005 Meio Acadêmico
12 Alfredo Bosi 2003 Meio Acadêmico
13 Sergio Paulo Rouanet 1992 Meio Acadêmico
14 Celso Lafer 2006 Direito / Diplomacia
15 Pe. Fernando Bastos de Ávila 1997 Religião
16 Lygia Fagundes Telles 1985 Literatura
17 Affonso Arinos de Mello Franco 1999 Jornalismo
18 Arnaldo Niskier 1984 Literatura
19 Antonio Carlos Secchin 2004 Literatura
20 Murilo Melo Filho 1999 Jornalismo
21 Paulo Coelho 2002 Literatura
22 Ivo Pitanguy 1990 Medicina
23 Luiz Paulo Horta 2008 Jornalismo
24 Sábato Magaldi 1994 Meio Acadêmico
25 Alberto Venâncio Filho 1991 Direito / Diplomacia
26 Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça 1985 Direito / Diplomacia
27 Eduardo Mattos Portella 1981 Direito / Diplomacia
28 Domício Proença Filho 2006 Meio Acadêmico
29 José Mindlin – cadeira vaga 2006 Direito / Diplomacia
30 Nélida Piñon 1989 Literatura
31 Moacyr Scliar 2003 Literatura
32 Ariano Suassuna 1989 Literatura
33 Evanildo Cavalcante Bechara 2000 Meio Acadêmico
34 João Ubaldo Ribeiro 1993 Literatura
35 Cândido Mendes 1989 Política
36 João de Scantimburgo 1991 Jornalismo
37 Ivan Junqueira 2000 Jornalismo
38 José Sarney 1980 Política
39 Marco Maciel 2003 Política
40 Evaristo de Moraes Filho 1984 Direito / Diplomacia


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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Filmes baseados em livros nacionais.

A Cartomante (2004) (baseado no conto de Machado de Assis)

A Causa Secreta (1994) (adaptação do conto homônimo de Machado de Assis)

A Dama da Lotação (1978) (da peça de Nelson Rodrigues)

A Estrela Sobe (1974) (do livro homônimo de Marques Rebelo)

A Falecida (1965) (baseado na peça de Nelson Rodrigues)

A Hora da Estrela (1985) (do livro de Clarice Lispector)

A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1965) (bas. na obra de João Guimarães Rosa)

A Madona de Cedro (1968) (baseado no livro de Antônio Callado)

A Máquina (baseado no livro homônimo de Adriana Falcão)

A Marvada Carne (1985) (da obra de Carlos Alberto Sofredini)

A Moreninha (1971) (da obra de Joaquim Manuel de Macedo)

A Terceira margem do rio (1997) (baseado no livro “Primeiras Estórias”, de João Guimarães Rosa)

A Vida dos Capitães de Areia (inspirado no livro “Capitães de Areia”, de Jorge Amado)

Agosto (1993) (da obra de Rubem Fonseca)

Ana Terra (1972) (da obra de Érico Veríssimo)

As Confissões de Frei Abóbora (1971) (da obra de José Mauro de Vasconcelos)

As Meninas (1995) (da obra de Lygia Fagundes Telles)

As Três Marias (da obra de Rachel de Queiroz)

Azyllo muito Louco (1970) (adaptação livre do conto “O Alienista” de Machado de Assis)

Boca de Ouro (1962) (baseado na peça de Nelson Rodrigues)

Bonitinha mas Ordinária (1981) (da peça de Nelson Rodrigues)

Brás Cubas (1985) (do livro de Machado de Assis)

Capitu (1968) (da personagem do livro “Dom Casmurro”; de Machado de Assis)
Caramuru – a invenção do Brasil (2001) (do livro do Frei Santa Rita Durão)

Cristo de Lama (1968) (do livro homônimo de João Felício dos Santos. Vida e obra de Aleijadinho, escultor barroco)

Dom (2003) (inspirado em “Dom Casmurro”, de Machado de Assis )

Dona Flor e seus Dois Maridos (1976) (do livro de Jorge Amado)

Engraçadinha (1981) (da obra de Nelson Rodrigues)

Enigma para Demônios (1974) (baseado no conto “Flor, telefone, moça”; de Carlos Drummond de Andrade)

Estrela Nua (1985) (baseado num conto de Clarice Lispector)

Faca de Dois gumes (1989) (baseado num conto de Fernando Sabino)

Feliz Ano Velho (1987) (do livro de Marcelo Rubens Paiva)

Fogo Morto (1976) (bas. no livro de José Lins do Rego)

Gabriela (1983) (do livro de Jorge Amado)

Grande Sertão: Veredas (1964) (da obra de João Guimarães Rosa)

Guerra de Canudos (1997) (com José Wilker) (inspirado na obra Os Sertões de Euclides da Cunha)

Incidente em Antares (1994) (bas. obra de Érico Veríssimo)

Inocência (1983) (do livro de Visconde de Taunay)

Iracema, a Virgem dos lábios de mel (1979) (do livro de José de Alencar)

Jorge, um Brasileiro (1989) (bas. no romance de Oswaldo França Jr.)

Jubiabá (1983) (do livro de Jorge Amado)

Kuarup (1988) (bas. no romance “Quarup” de Antônio Callado)

Lavoura Arcaica (2001) (do livro de Raduan Nassar)

Lição de Amor (1976) (bas. na obra “Amar, Verbo Intransitivo”, de Mário de Andrade)

Lisbela e o Prisioneiro (2003) (da obra de Osman Lins)

Lucíola, o Anjo pecador (1975) (do livro “Lucíola”, de José de Alencar)

Luzia Homem (1984) (trechos do livro de Domingos Olímpio)

Macunaíma (1969) (do livro de Mário de Andrade)

Memorial de Maria Moura (1994) (do livro de Rachel de Queirós)

Memórias do Cárcere (partes I e II) (1984) (do livro de Graciliano Ramos)

Memórias Póstumas (2001) (da obra de Machado de Assis)

Menino de Engenho (bas. no livro de José Lins do Rego)

Meu Tio Matou um Cara (2005) (do livro de Jorge Furtado)

Morte e Vida Severina e Quincas Berro DÁgua (1977) (sobre o poema de João Cabral de Melo Neto e o livro “A Morte e a morte de Quincas Berro Dágua”, de Jorge Amado)

Navalha na Carne (1997) (da obra de Plínio Marcos)

Noites do Sertão (1984) (da obra de João Guimarães Rosa)

O Auto da Compadecida (2000) (da obra de Ariano Suassuna)

O Beijo no Asfalto (1980) (da obra de Nelson Rodrigues)

O Boca do Inferno (1974) (sobre o poeta baiano Gregório de Matos)

O Bom Burguês (1982) (da obra de Oswaldo Caldeira)

O Caçador de Esmeralda (1979) (sobre o poema de Olavo Bilac. História de Fernão Dias)

O Casamento (1975) (apresentação Arnaldo Jabor. Baseado no romance de Nelson Rodrigues)

O Corpo (2001) (bas. no conto de Clarice Lispector)

O Cortiço (1978) (do livro de Aluísio Azevedo)

O Grande Mentecapto (1989) (bas. no livro de Fernando Sabino)

O Guarani (1996) (do livro de José de Alencar)

O Homem Nú (1997) (da obra de Fernando Sabino)

O Menino e o Vento (1966) (baseado no conto “O Iniciado do Vento”, de Aníbal Machado)

O Meu Pé de Laranja Lima (1970) (da obra de José Mauro de Vasconcelos)

O Pagador de Promessas (1962) (da obra de Dias Gomes)

O Saci (1953) (baseado na obra de Monteiro Lobato “Pica-Pau Amarelo”)

O Seminarista (1977) (da obra de Bernardo Guimarães)

O Sobrado (1956) (bas. na obra de Érico Veríssimo)

O Tempo e o Vento (1985) (da obra de Érico Veríssimo)

O Vestido (2003) (bas. no poema “O caso do vestido”, de Carlos Drummond de Andrade)

O Xangô de Baker Street (2001) (do livro de Jô Soares)

Orfeu (1999) (bas. na peça “Orfeu da Conceição”, de Vinícius de Moraes)

Orfeu Negro (1959) (obra-prima de Marcel Camus; versão da peça “Orfeu da Conceição”, de Vinícius de Moraes)

Outras Estórias (1999) (da obra de João Guimarães Rosa)

Para Viver um Grande Amor (1984) (Inspirado no célebre musical “Pobre Menina Rica” , de Vinícius de Moraes; com Patrícia Pillar e Djavan)

Pastores da Noite (2003) (da obra de Jorge Amado)

Perdoa-me por me Traíres (1980) (da peça de Nelson Rodrigues)

Policarpo Quaresma, herói do Brasil (1998) (da obra de Lima Barreto)

Quanto Vale ou é Por Quilo? (2005) (livre adaptação do conto “Pai Contra Mãe”; de Machado de Assis)

Quincas Borba (1986) (do livro de Machado de Assis)

Sagarana – O Duelo (1973) (da obra de João Guimarães Rosa)

São Bernardo (1971) (do livro de Graciliano Ramos)

Sargento Getúlio (1983) (da obra de João Ubaldo Ribeiro)

Senhora (1976) (do livro de José de Alencar)

Sinhá Moça (1952) (baseado no romance de Maria Dezonne Pacheco Fernandes)

Soledade (1976) (da obra “A Bagaceira”, de José Américo de Almeida)

Sonhos Tropicais (2002) (baseado no romance de Moacyr Scliar)

Tabu (1982) (encontro de Oswald de Andrade e o compositor Lamartine Babo)

Tati (1973) (da obra “Tati, a garota”; de Aníbal Machado)

Tenda dos Milagres (1977) (da obra de Jorge Amado)

Tieta do Agreste (1996) (baseado na obra de Jorge Amado)

Um Certo Capitão Rodrigo (1969) (da obra de Érico Veríssimo)

Um Copo de Cólera (1998) (da obra de Raduan Nassar)

Um Só Coração (2004) (Rede Globo) (homenagem à cidade de São Paulo. Drama envolvendo os modernistas brasileiros)

Vestido de Noiva (2006) (baseado na peça de Nelson Rodrigues)

Viagem aos Seios de Duília (1964) (do conto homônimo de Aníbal Machado)

Vidas Secas (1963) (do livro de Graciliano Ramos)

Observação: Se algum de meus leitores souberem de novas adaptações favor comunicar-me pelo e-mail: itacyhuergo@gmail.com.

Você é...




Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.

Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.
Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.


(Martha Medeiros)




Recebi por e-mail da Professora Giselle Farias.

Escalartina

É tempo de escarlatina

Saiba por que é tão importante começar o tratamento o mais rápido possível


Se você receber algum bilhete da escola do seu filho alertando que há crianças afastadas com escarlatina, não se assuste. Primeiro, porque a primavera é período de maior contágio e transmissão do estreptococo A, bactéria que causa a doença. Segundo, porque, se tratada corretamente, ela não oferece riscos. Para ajudar você a saber mais sobre o assunto, conversamos com Alessandra Miramontes Lima, pediatra e alergista infantil do Hospital Infantil Sabará (SP). Confira

Contágio

A bactéria que causa a escarlatina – estreptococo A – fica na garganta de pessoas contaminadas, que podem ou não desenvolver a doença, mas passam a bactéria para outras por meio de gotículas de saliva ou secreções respiratórias.

Sintomas

A doença começa com febre, que costuma ser alta, dor de garganta, manchas vermelhas no corpo e na língua, dor abdonimal, de cabeça e no corpo, náuseas e vômitos. Vale lembrar que os sintomas – e a intensidade deles - dependem da reação imunológica de cada criança. Algumas podem ter quadros infecciosos sem febre, por exemplo.

Diagnóstico

Ele é baseado no exame clínico, bastante característico e sugestivo da doença, e em testes laboratoriais para confirmar a presença da bactéria no organismo da criança. Um deles é a pesquisa rápida de estreptococo A, feito por meio de uma amostra da secreção da garganta da criança, retirada com um cotonete para análise.

Tratamento

Além dos remédios para amenizar os sintomas, como febre e dores no corpo, a criança precisa tomar antibiótico. Após 48 horas, ela já começa a apresentar melhora. Lembre-se: essa medicação só é vendida na farmácia com retenção da receita médica. Jamais automedique o seu filho!

Complicações

Elas só ocorrem se a criança não for tratada com antibiótico. Isso porque a disseminação da bactéria no organismo pode levar a quadros como otites, meningites, febre reumática e nefrite, quando há sangue na urina.

Afastamento

Para evitar que o seu filho transmita a bactéria a outra criança, o ideal é que ela fique afastada do berçário ou escola por, pelo menos, 24 horas após o início do tratamento com antibiótico. Vale lembrar que a infecção não garante imunidade a longo prazo. Ou seja, seu filho pode ter a doença mais de uma vez.

Fonte: Revista Crescer

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