segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Os contos de fadas a partir da psicologia analítica


Para Jung, os seres humanos nascem não apenas com uma herança biológica, mas também com uma herança psicológica. Ambas são determinantes essenciais do comportamento e da postura do indivíduo frente à vida. Assim, a criança já nasce com uma espécie de “estrutura” que molda e canaliza todo seu desenvolvimento e interação com o ambiente.

Essa herança psicológica é o que ele chamou de “inconsciente coletivo”.

O homem primitivo tinha preocupações, anseios e lidava com problemas de forma não muito diferente do homem moderno. Por isso Jung concluiu que esses comportamentos são o esquema básico da psique.

E justamente aí estaria um motivo pelo qual os contos “sobrevivem” por tantos anos. Retratam o ser humano na sua essência, em aspectos que não mudam. Jung (1986, p.22) cita como exemplo a fantasia que a criança ou o adolescente tem de que não é filho de seus pais e sim de alguém rico e importante. Essa fantasia tão presente na vida de qualquer criança, repete aspectos de mitos e histórias bíblicas, como Rômulo e Remo, Moisés, Semíramis. A fantasia do homem moderno no fundo nada mais é que uma repetição de antigas crenças populares (JUNG, 1986, p.22).

Segundo suas idéias, o ser humano tem dois tipos de inconsciente: o pessoal e o coletivo. O inconsciente pessoal consiste de experiências que foram suprimidas, reprimidas, esquecidas, ignoradas ou desenvolvidas durante a vida de um indivíduo.

Já o inconsciente coletivo inclui materiais psíquicos que não provêm da experiência pessoal, é parte da raça humana.

Essa idéia é contrária às de Skinner, por exemplo, que defendia que todo desenvolvimento psicológico vem da experiência pessoal. Portanto, o inconsciente coletivo é constituído não por experiências pessoais e sim por experiências de toda raça humana ao longo de sua evolução, ou seja, é um patrimônio coletivo da espécie humana. Assim, o conteúdo do inconsciente coletivo é o mesmo em qualquer lugar e em qualquer época, não varia de pessoa para pessoa, não pertence a ninguém.

Ele não é desenvolvido individualmente. É um conjunto de sentimentos, pensamentos e lembranças compartilhadas por toda a humanidade.

O inconsciente coletivo é um reservatório de imagens latentes, chamadas de arquétipos ou imagens primordiais, que cada pessoa herda de seus ancestrais.

A pessoa não se lembra das imagens de forma consciente, porém, herda uma predisposição para reagir ao mundo da forma que seus ancestrais faziam. Sendo assim, essa teoria estabelece que o ser humano nasce com muitas predisposições para pensar, entender e agir de certas formas. O inconsciente coletivo pode ser definido como um depósito de traços de memória herdados do passado ancestral do homem.

Como já citamos, os conteúdos do inconsciente coletivo são os “arquétipos” (estruturas psíquicas). Os arquétipos são as formas sem conteúdo próprio que servem para organizar ou canalizar o material psicológico. Ou seja, são “formas” sem conteúdos prévios. Como exemplo, podemos citar o arquétipo de mãe. O homem sempre teve mãe, é capaz de reconhecer e reagir a essa figura. Essa capacidade é herdada, é uma potencialidade que o ser humano tem por conta das experiências dos seus antepassados. No entanto, os arquétipos são como já dissemos, como formas sem conteúdo, esse conteúdo dependerá das relações que o indivíduo estabelecer durante sua vida.

Os arquétipos estão presentes em temas mitológicos que reaparecem em contos de fadas e lendas populares de épocas e culturas diferentes. Os mesmos temas podem ser encontrados em sonhos e fantasias de muitos indivíduos.

Segundo Jung (1986), os arquétipos, como elementos estruturais e formadores do inconsciente, dão origem tanto às fantasias individuais quanto às mitologias de um povo.

A história de Édipo é um exemplo de um arquétipo. É um motivo tanto mitológico quanto psicológico, uma situação arquetípica que lida com o relacionamento do filho com seus pais.

As imagens dos arquétipos podem variar em detalhes de povo para povo, de pessoa para pessoa, no entanto, sem perder sua configuração original. Por exemplo, o arquétipo de mãe inclui não somente a imagem real de mãe de cada indivíduo, mas também todas as figuras de mãe, figuras nutridoras. O arquétipo materno inclui aspectos positivos e negativos, como a mãe ameaçadora, dominadora e sufocadora. Na Idade Média, por exemplo, este aspecto do arquétipo estava cristalizado na imagem da velha bruxa.

Os arquétipos estão nos mitos e contos de fadas, mas não são reconhecidos e entendidos conscientemente, nem racionalmente. Isso porque não fazem parte do mundo da razão e sim do inconsciente da humanidade.

De acordo com Jung (1986), o inconsciente se expressa primariamente através de símbolos. Embora nenhum símbolo concreto possa representar de forma plena um arquétipo, quanto mais um símbolo se harmonizar com o material inconsciente organizado ao redor de um arquétipo, mais ele evocará uma resposta intensa e emocionalmente carregada.

Além dos símbolos encontrados em sonhos ou fantasias de um indivíduo, há também símbolos coletivos importantes.

O símbolo representa a situação psíquica do indivíduo num dado momento. O símbolo pode ser algo familiar, da vida diária. Uma palavra ou imagem é simbólica quando implica alguma coisa além de seu significado manifesto e imediato. Ou seja, o símbolo tem um aspecto inconsciente mais amplo que não é nunca precisamente definido ou plenamente explicado.

Os contos de fadas, mitos e sonhos são carregados de símbolos, representações de acontecimentos psíquicos. Mas, enquanto os sonhos apresentam-se sobrecarregados de fatores de natureza pessoal, os contos de fadas encenam os dramas da alma com materiais pertencentes em comum a todos os homens.

Nos sonhos também aparecem símbolos que fazem parte do inconsciente coletivo. Esses símbolos são muito antigos e desconhecidos (conscientemente) do homem.

Os contos de fadas têm origem nas camadas profundas do inconsciente, comum à psique de todos os humanos. Pertencem, portanto, ao mundo arquetípico. Por isto seus temas reaparecem de maneira tão evidente e pura nos contos de países os mais distantes, em épocas as mais diferentes, com um mínimo de variações.

Os contos atingem faixas para além do consciente. O homem pressente que ali se espelham acontecimentos em desdobramento no seu próprio e mais profundo íntimo. São essas ressonâncias que fazem o eterno fascínio dos contos de fadas. Para Jung (1986), os contos de fadas expressam a estrutura mais simples, ou o “esqueleto” da psique. Mitos e contos de fadas dão expressão a processos inconscientes e sua narração provoca a revitalização desses processos, reestabelecendo assim a conexão entre consciente e inconsciente.

Jung não considerava cada personagem representante de um ser humano. Mas sim cada personagem um aspecto da mesma pessoa, da mesma personalidade, porque cada personalidade é múltipla (AMARILHA, 2001, p.70).

Para ele, os contos de fadas surgiram a partir de relatos de sonhos de indivíduos em sociedades primitivas. Esses sonhos, ao serem narrados, foram sendo ampliados ou simplificados. Por isso defendia a importância dos contos tanto quanto dos sonhos, pois seriam manifestações diferentes de um mesmo evento interior. Tanto um quanto outro representam a expressão de eventos interiores, de conflitos internos.

É claro que com o tempo, ao serem transmitidos através de tantas gerações, os contos de fadas sofreram muitas alterações, mas manteve sempre sua estrutura arquetípica básica. Assim, os contos de fadas são relatos simbólicos de situações cruciais (AMARILHA, 2001, p.70).

Ainda segundo a psicologia analítica, toda expressão do inconsciente (sonhos, contos) são contribuições e explicações ao que falta ao consciente. As figuras e os acontecimentos presentes ali representam fenômenos psicológicos arquetípicos e sugerem a necessidade de ganhar um estado mais elevado de autoconfiança, uma renovação interna (BETTELHEIM, 2000, p.47).

Na psicologia analítica, há a idéia de “self” (si mesmo). Os self é o ponto central da personalidade em torno do qual todos os outros sistemas se organizam. O self como totalidade psíquica tem um aspecto consciente e um inconsciente. Aparece em sonhos, mitos e contos, na figura de personalidades “superiores” como reis, heróis, profetas, salvadores, etc. ou na figura de símbolos de totalidade como o círculo e o quadrilátero.


Referências Bibliográficas:

AMARILHA, Marly. Estão mortas as fadas? Literatura infantil e pratica pedagógica. Petrópolis. Vozes, 2001.

BETTELHEIM, Bruno. A Psicanálise dos Contos de Fadas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.


JUNG,CARL G. O. Eu e o inconsciente. Petrópolis: Vozes, 1985.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A importância do Lúdico na Educação Infantil


Muitos pesquisadores denominam o século XXI como o século da ludicidade, vivemos em tempos em que diversão, lazer, entreterimento apresentam-se como condições muito perquiridas pela sociedade. E por torna-se a dimensão lúdica alvo de tantas atenções e desejos, faz-se necessariamente e fundamental resgatarmos a sua essência.

Viver ludicamente significa uma forma de intervenção no mundo, indica que não apenas estamos inseridos no mundo, mas, sobretudo, que somos parte desse conhecimento prático e que essas reflexões são as nossas ferramentas para exercermos um protagonismo lúdico e ativo.

O lúdico refere-se a uma dimensão humana que os sentimentos de liberdade de ação abrangem atividades despretensiosas, descontraídas e desobrigadas de toda e qualquer espécie de intecionalidade alheia, é livre de pressões e avaliações. Caillois (1986) afirma que o caráter gratuito presente na atividade lúdica é a características que mais a deixa desacreditada diante da sociedade moderna. Entretanto, enfatizar que é graças a essas características que o sujeito se entrega à atividade despreocupante.

Assim, o jogo, a brincadeira, o lazer enquanto atividades livres, gratuitas são protótipos daquilo que representa as atividades lúdicas, que se reduziram apenas em atividades infantis. Freinet (1998) denomina "práticas lúdicas fundamentais" como o não exercício específico de alguma atividade, pois, ele acredita que qualquer atividade pode se corrompida nas suas essências, dependendo do uso que se faz dela.
Logo, na atividade lúdica o que importa não é apenas o produto da atividade, o que dela resulta, mas a própria  ação, o momento vivido. Possibilita a quem a vivência, momentos de encontro consigo e com o outro, momentos de fantasia e de realidade, de resignificação e percepção, momentos de autoconhecimento e conhecimento do outro, de cuidar de si e olhar para o outro, momento de vida.

Pois, uma aula com características lúdicas não precisa ter jogos ou brinquedos. o que traz ludicidade para a sala de aula é muito mais uma "atitude" lúdica do educador e dos educandos. Assumir essa postura implica sensibilidade, envolvimento, uma mudança interna, e não apenas externa, implica não somente uma mudança cognitiva, mas, principalmente, uma mudança afetiva. a ludicidade exige uma predisposição interna, o que não se adquire apenas com a aquisição de conceitos, de conhecimentos, embora estes sejam muito importantes.

De acordo com Oliveira (1990), " as atividades lúdicas são a essência da infância". Por isso, foi preciso que houvesse uma profunda mudança da imagem da criança na sociedade para que se pudesse associar uma visão positiva a suas atividades espontâneas, surerindo como decorrência à valorização dos jogos e brinquedos.

Enfim, brincar é uma necessidade Básica assim como é a nutrição, a saúde, a habitaçãoe a educação. Brincar ajuda a criança no seu desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e social, pois, através das atividades lúdicas, a criança forma conceitos, relaciona ideias, estabelece relações lógicas, desenvolve a expressão oral e corporal, reforça habilidades sociais, reduz a agressividade, integra-se na sociedade e constrói seu próprio conhecimento.




quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Tag: Os Sonhos

  1. Com o que você geralmente sonha acordado?
Voltar para o mercado de trabalho formalmente e ser muito feliz.

  1. Três itens que teria no seu guarda-roupas dos sonhos?
Caixas de maquiagem ,muitas bolsas e sapatos.

  1. Com qual celebridade dos seus sonhos você gostaria de se parecer?
Gostaria de ser eu mesma.

  1. No seu ponto de vista, quem você acha que está vivendo um sonho?
Infelizmente não conheço ninguém que esteja vivendo um sonho.

  1. Com o que você mais sonha: Dinheiro ou Amor?
Ultimamente dinheiro por que amor eu sei que é quase impossível termos ao nosso lado.

  1. Quais são as férias dos seus sonhos?
Viagem à Paris.

  1. Qual é o Youtuber que te inspira?
Gosto da Paloma Soares, Beca Brait, Jana Sabrina, Pam Puertas,  Kaithy Castricinni e Andressa Goulart.

  1. Algum dos seus sonhos de infância se tornou realidade?
Fazer a faculdade de Letras. Pena que não foi na UFRJ mas foi certificada por ela.

  1. Se algum dos seus sonhos pudesse se tornar realidade AGORA, qual seria?
A minha independência financeira.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Blocos lógicos

Se no armário da sua escola há uma caixa de blocos lógicos esquecida numa prateleira, não perca tempo: use-os. Nas classes de educação infantil, essas pequenas peças geométricas, criadas na década de 50 pelo matemático húngaro Zoltan Paul Dienes, são bastante eficientes para que seus alunos exercitem a lógica e evoluam no raciocínio abstrato. Em pequenas doses, com brincadeiras e atividades dirigidas, você pode tirar todo o proveito didático que o material oferece. Com os blocos lógicos é possível, por exemplo, ensinar operações básicas para a aprendizagem da Matemática, como a classificação e a correspondência. Essa ajuda certamente vai facilitar a vida de seus alunos nos futuros encontros com números, operações, equações e outros conceitos da disciplina. 


MATERIAL FÁCIL DE FAZER


Um jogo de blocos lógicos contém 48 peças divididas em três cores (amarelo, azul e vermelho), quatro formas (círculo, quadrado, triângulo e retângulo), dois tamanhos (grande e pequeno) e duas espessuras (fino e grosso). As peças podem ser de madeira ou cartolina, sem medidas padronizadas. Antes de começar, combine com as crianças uma convenção para indicar separadamente cada atributo das peças. Esses códigos farão as crianças pensar nos atributos dos blocos, sem a necessidade de tê-los à mão. Um exercício que vai estimular o raciocínio abstrato.

DAS PEDRINHAS AOS NÚMEROS

Operações lógicas formam a base para o raciocínio matemático


Uma criança entenderá melhor os números e as operações matemáticas se puder torná-los palpáveis. De fato, materiais concretos como pedrinhas, barras e blocos lógicos, fazem as crianças arrancar no raciocínio abstrato. Particularmente, os blocos lógicos não ensinam a fazer contas, mas exercitam a lógica. Sua função é dar às crianças a chance de realizar as primeiras operações lógicas, como correspondência e classificação ­ conceitos que para nós, adultos, são automáticos quando pensamos nos números. Essa importância atribuída aos materiais concretos tem raiz nas pesquisas do psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980). Segundo Piaget, a aprendizagem da Matemática envolve o conhecimento físico e o lógico-matemático. No caso dos blocos, o conhecimento físico ocorre quando a criança pega, observa e identifica os atributos de cada peça. O lógico-matemático se dá quando ela usa esses atributos sem ter o material em mãos (raciocínio abstrato). 

1 - LIVRE CRIAÇÃO

O primeiro passo é promover o reconhecimento do material. Com cartolina ou outro material semelhante, prepare pranchas com desenhos feitos nas formas dos blocos lógicos uma casinha formada de um retângulo e um triângulo, por exemplo. Em seguida, os alunos reproduzem a figura utilizando as peças. Para isso, vão observar e comparar as cores, os tamanhos e as formas que se encaixam.
O trabalho em grupo enriquece a atividade, pois as crianças certamente vão discordar entre si. O diálogo contribuirá para o conhecimento físico de cada bloco. Depois de completar alguns desenhos, os próprios alunos criam novas figuras. Outra opção é apresentar um quadro às crianças para que classifiquem os blocos. O quadro deve ser preenchido conforme os atributos indicados pelo professor ao lado de cada conjunto.

Classificação dos blocos

O quadro pode ser colocado no chão ou ser pendurado na parede. Nesse caso, as peças são presas com velcro. No exemplo, as crianças começaram pela cor vermelha. Depois, separaram as quatro formas, os dois tamanhos e as duas espessuras.


2 - A HISTÓRIA DO PIRATA 


Agora, conte a seguinte história: "Era uma vez um pirata que adorava tesouros. Havia no porão de seu navio um baú carregado de pedras preciosas. Nesse porão, ninguém entrava. Somente o pirata tinha a chave. Mas sua felicidade durou pouco. Numa das viagens, uma tempestade virou seu barco e obrigou todos os marinheiros a se refugiarem numa ilha. Furioso, o pirata ordenou que eles voltassem a nado para resgatar o tesouro. Mas, quando retornaram, os marujos disseram que o baú havia sumido. 'Um de vocês pegou', esbravejou o pirata desconfiado." Nesse ponto, começa o jogo com as crianças. Peça que cada uma escolha um bloco lógico. Ao observar as peças sorteadas, escolha uma delas sem comunicar às crianças qual é. Ela será a chave para descobrir o "marujo" que está com o tesouro. Apresente então um quadro com três colunas (. Supondo que a peça escolhida seja um triângulo pequeno, azul e grosso, você diz: "Quem pegou o tesouro tem a peça azul". Pedindo a ajuda das crianças, preencha os atributos no quadro. Em seguida, dê outra dica: "Quem pegou o tesouro tem a forma triangular". Siga até chegar ao marinheiro que esconde o tesouro. A atividade estimula mais que a comparação visual. Também exercita a comparação entre o atributo, agora imaginado pela criança, e a peça que a criança tem na mão. A negação (segunda coluna do quadro) leva à classificação e ajuda a compreender, por exemplo, que um número pertence a um e não a outro conjunto numérico.



3 - QUAL É A PEÇA?


Para descobrir, as crianças entram numa competição. Você deve dividir a turma em grupos e distribuir um conjunto de atributos para cada um contendo as características de uma peça (por exemplo: amarelo, triângulo, grande e fino). Em seguida, o grupo tem que selecionar a peça correspondente e apresentá-la às outras equipes. A competição pode girar em torno de qual grupo encontra a peça correta em menos tempo ou de qual grupo encontra mais peças corretas. À medida que acertam, recebem uma pontuação. Outra opção é cada equipe desafiar os outros grupos da classe distribuindo eles mesmos os atributos. Nesse jogo, as propriedades dos blocos são apresentadas de forma separada. O raciocínio lógico estará voltado para a composição e a decomposição das características de cada peça. Antes de escolher a peça correta, a criança terá de imaginá-la com todas as suas características. Esse é o mesmo processo pelo qual as crianças passarão quando estiverem formando o conceito de número. Conforme evoluírem, saberão que o número 4, por exemplo, é par, maior que 3 e menor que 5, sem precisar usar materiais concretos para isso. Nessa fase, entendem também que é importante saber os nomes corretos de cada característica. Não pode haver dúvida entre o que é amarelo e o que é vermelho, por exemplo. Mais adiante, também não poderão vacilar entre o que seja um quadrado e um pentágono, um número inteiro e um fracionário.


4 - O JOGO DAS DIFERENÇAS

Nesta atividade, as crianças trabalham sobre um quadro contendo três peças. O desafio consiste em escolher a quarta peça observando que, entre ela e sua vizinha, deverá haver o mesmo número de diferenças existente entre as outras duas peças do quadro. As peças devem ser colocadas pelo professor de forma que, em primeiro lugar, haja apenas uma diferença. Depois duas, três e, por fim, quatro diferenças entre as peças. A intenção é que as crianças façam comparações cada vez mais simultâneas quando estiverem pensando na peça que se encaixe em todas as condições. Esse raciocínio lhes será útil em várias situações do cotidiano, como dirigir um carro ou operar um computador, bem como em temas futuros da Matemática. Afinal, quase sempre há mais de uma resolução para um problema ou um sistema de equações. A criança terá que ponderá-las para chegar à forma mais conveniente.


5 - SIGA OS COMANDOS


As crianças vão transformar uma peça em outra seguindo uma seqüência de comandos estabelecida pelo professor. Esses comandos são indicados numa linha por setas combinadas com atributos. No exemplo da foto, vemos uma seqüência iniciada com os atributos círculo, azul e grosso. As crianças então escolhem a peça correspondente. O comando seguinte é mudar para a cor vermelha. As crianças selecionam um círculo grosso e vermelho. Em seguida, devem mudar para a espessura fina. Então, um círculo vermelho e fino é selecionado. Assim por diante, o professor pode continuar acrescentando comandos ou pode apresentar uma seqüência pronta. Depois é feito o processo inverso. As crianças são então apresentadas a uma nova seqüência de comandos, já com a última peça. Elas deverão reverter os comandos para chegar à peça de partida. A atividade é essencial para o entendimento das operações aritméticas, principalmente a soma como inverso da subtração e a multiplicação como inverso da divisão. E também contribui, no futuro, para que as crianças resolvam problemas e entendam demonstrações, atividades que exigem uma forma de raciocínio em etapas sequenciais.



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Coisas simples que um pai pode fazer para ajudar de verdade na educação dos filhos

Quando se fala do envolvimento dos Pais com a educação dos filhos logo se pensa em artifícios complicados e impossíveis que cada um deve empreender para tornar isso possível.
A educadora Betina Serson, uma brasileira residente nos Estados Unidos, fez recentemente uma rica experiência em sala de aula, mostrando que com simplicidade e boa vontade, do educador e dos familiares, coisas de um valor educativo fantástico podem acontecer.
Em países como o Brasil e os Estados Unidos onde a grande maioria dos professores em pré-escola são mulheres, existe uma defasagem muito maior entre os meninos e as meninas em termos de interesse pela leitura, sendo que as meninas demonstram um maior interesse por livros e em comparação com paises onde existem professores de ambos os sexos onde essa defasagem é muito menor.
Os pais e as mães têm um jeito diferente de se relacionar com os filhos. As mães geralmente são as mais disciplinadoras e os pais geralmente são os companheiros de brincadeiras e de bagunça. Além disso, as mães são as que têm maior contato com os professores e, portanto sentem-se mais à vontade quando entram na classe dos filhos. Muitos pais gostariam de ter uma maior participação na escola dos filhos, mas muitas vezes não sabem por onde começar.
Pensando assim eu mandei uma carta aos pais convidando-os a irem a escola e lerem um livro (que eu providenciaria) para as crianças, não houve resposta.
Depois eu decidi pedir pessoalmente aos pais e as mães e explicar-lhes o porque que eu achava tão importante a presença e o envolvimento dos pais com a escola.
Um dos pais se propôs a ir, no dia ele tentou desmarcar, mas no final foi. Quando ele chegou as crianças já estavam sentadas e ansiosas para ter alguém diferente lendo um livro para eles. O Pai no começo sentiu-se um pouco inibido e não sabia muito que fazer, mas no final do primeiro livro ele se sentiu tão à vontade que acabou lendo três estórias e quis voltar outras vezes. O pai também recebeu um certificado que foi assinado por todas as crianças.
Depois do primeiro eu tive cinco outros pais que foram a escola ler para as crianças e todos adoraram a experiência. Todos pediram para ir de novo e o envolvimento dos pais com a escola melhorou muito.
Gostaria de todos os anos repetir essa experiência para que mais e mais os pais estejam envolvidos com a escola e a educação dos filhos.
É de vital importância tanto para as crianças, em termos de desenvolvimentos emocionais e acadêmicos, quanto para os pais é muito importante e recompensador saberem como eles podem fazer uma diferença.
Sobre a Autora:
Betina Serson M.Ed. - É Mestre em Early Childhood Education nos Estados Unidos, Pedagoga e Psicopedagoga pós-graduada pela PUC-SP, palestrante nos Estados Unidos sobre educação multicultural dentro da sala de aula.
Ela também pode ser contatada pelo e-mail:  Sersonb2@cs.com



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O maribondo

Por motivos alheios a minha vontade a postagem de quarta - feira será impreterivelmente postada hoje, quinta - feira. 

Desde já agradeço a compreenssão.

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 (VINÍCIUS DE MORAES)

MARIMBONDO FURIBUNDO

VAI MORDENDO MEIO MUNDO
CUIDADO COM O MARIBONDO
QUE ESSE BICHO MORDE FUNDO!

- ETA BICHO DANADO!

MARIMBONDÔ
DE CHOCOLAT
SAIA DAQUI
SEM ME MORDER
SENÃO EU DOU
UMA PAULADA
BEM NA CABEÇA
DE VOCÊ.

- ETA BICHO DANADO!

MARIMBONDO... NEM TE LIGO!
VOOU E VEIO ME ESPIAR BEM NA MINHA CARA...

- ETA BICHO DANADO!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O Ratinho guloso


(Marlene B. Cerviglieri)

      Era uma vez um ratinho muito guloso.
      Morava em cima de um armário na cozinha.
      A dona da casa ralhava com o gato o tempo todo, mas a culpa era do ratinho que comia tudo de bom que aparecia.
      Todas as vezes que o gato tentava apanhá-lo, este fugia para o alto do armário.
      O gato apanhava de vassoura, e era posto para fora de casa levando sempre a culpa.
      Juninho, o menino da casa chegou um dia com chocolates, comeu uma parte e o restante deixou em cima do sofá...
      É claro sumiu!
      Adivinhe quem comeu?
      O ratinho malandro que tudo comia.
      Um dia a família precisou sair, mas antes a dona da casa chamou o gato e disse;
      - Preste atenção bichano, acabei de fazer este bolo de chocolate, vou deixá-lo aqui em cima da mesa para esfriar.
      -Quando voltarmos quero tudo certinho, entendeu? Senão ponho você para fora de uma vez!
      O gato ficou apavorado...
      O jeito é prestar muita atenção, não descuidar, pensou ele.
      Porém lá do alto do armário, o ratinho já se preparava para vir comer o bolo.
      De repente o gato teve uma idéia!
      Abriu a porta da geladeira e, com muito cuidado guardou o bolo lá dentro.
      Quando ele abriu a geladeira o ratinho olhou para o interior dela, e, hum, que delicias, queijo, presunto. Quanta coisa boa!
      O bichano não fechou a porta de geladeira, colocou uma vassoura segurando a porta e foi se esconder.
      O ratinho guloso desceu rapidinho entrou na geladeira e comeu, comeu de tudo, estava tão farto de comer que não notou que a porta de mansinho fechou-se...
      Estava realmente cansado e deitou-se numa gelatina e balançava pra lá e pra cá.  Adormeceu.
      Foi ficando gelado, gelado e foi envolvido por uma nevoa e quando viu estava dentro de uma pedra de gelo...
      Pobre bichano, quando sua dona voltou e não viu o bolo na mesa! Que gritaria...
      O gato tentava explicar, levando-a até a geladeira, e nada, ela não o escutava.
      Foi posto na rua enxotado por vassouradas!
      Mas que susto teve Juninho, ao procurar uma gelatina na geladeira!
      Lá estava congelado, o ratinho malandro!
      Chamou a mãe que finalmente entendeu o que o bichano queria dizer.
      Procuraram o bichano que estava no jardim meio machucado de tanta vassourada.
      O ratinho? Bem este foi jogado mesmo bem longe da casa e saiu rolando pela ladeira, pois era uma bolinha de gelo!
      - Ei, cuidado viu?
      Preste atenção sua gelatina pode ter uma surpresa!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Algumas brincadeiras de alto valor didático



1. Brincadeiras de adivinhações são excelentes para desenvolver a capacidade de abstração, concatenação e formação de ideias;

2. Brincar com água é uma necessidade para todas as crianças nervosas ou difíceis e altamente benéfico para as crianças em geral;

3. Uma brocha de pintar ou pincel largo e um balde com água para pintar paredes da casa ou azulejos do banheiro é um brinquedo que fascina as crianças e desperta nelas o senso de limpeza;

4. Os jogos de silêncio e imobilidade são ótimos como exercícios de controle motor e autodomínio;

5. Os brinquedos cantados são atividades de grande valor para a idade pré-escolar; Brincadeiras ao ar livre devem começar com uma breve explicação da importância das árvores, animais, amizades, nossa família. Isso desperta nas crianças amor à natureza e senso de cooperação.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O gato e a raposa

O GATO E A RAPOSA ANDAVAM SEMPRE JUNTOS PELO MUNDO. ERAM MUITO AMIGOS, APESAR DE A RAPOSA ESTAR SEMPRE DESVALORIZANDO O COLEGA.
            _AMIGO GATO, POR QUE NÃO APRENDE MAIS TRUQUES PARA FUGIR DOS CACHORROS QUE NOS PERSEGUEM? SEMPRE OUVI DIZER QUE VOCÊ É TÃO INTELIGENTE. SERÁ VERDADE?
             _SEI SUBIR RAPIDAMENTE EM ÁRVORES. É O QUE ME BASTA. OS CACHORROS NÃO VÃO ME PEGAR.
             _VOCÊ SÓ SABE ISSO? EU SEI 99 TRUQUES DIFERENTES! CONHEÇO MIL MANHAS, CADA UMA MELHOR QUE A OUTRA. FINJO-ME DE MORTA, ME ESCONDO NAS FOLHAS SECAS, NAS MOITAS, CORRO EM ZIGUEZAGUE, DISFARÇO MINHAS PEGADAS...
              ENQUANTO A RAPOSA FALAVA DISTRAIDAMENTE DAS SUAS HABILIDADES SE APROXIMAVAM DALI DOIS CACHORROS. O GATO MUITO ESPERTO SUBIU RAPIDAMENTE NA ÁRVORE. QUANDO A RAPOSA PERCEBEU A PRESENÇA DOS CACHORROS, TEVE QUE SAIR EM DISPARADA PARA FUGIR DELES. 
            _POBRE COMADRE RAPOSA. É SEMPRE PREFERÍVEL SABER BEM UMA SÓ COISA, A SABER, MAL NOVENTA E NOVE COISAS DIVERSAS.  

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Marchinhas de carnaval

Ô BALANCÊ
Braguinha-Alberto Ribeiro, 1936

Ô balancê balancê
Quero dançar com você
Entra na roda morena pra ver                                                               
Ô balancê balance                                                                           

Quando por mim você passa
Fingindo que não me vê
Meu coração quase se despedaça
No balancê balancê

Você foi minha cartilha
Você foi meu ABC
E por isso eu sou a maior maravilha
No balancê balancê

Eu levo a vida pensando
Pensando só em você
E o tempo passa e eu vou me acabando
No balancê balancê


 ALLAH-LÁ-Ô
Haroldo Lobo-Nássara, 1940

Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô

Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O sol estava quente
Queimou a nossa cara

Viemos do Egito
E muitas vezes
Nós tivemos que rezar
Allah! allah! allah, meu bom allah!
Mande água pra ioiô
Mande água pra iaiá
Allah! meu bom allah!



A JARDINEIRA
Benedito Lacerda-Humberto Porto, 1938

Ó jardineira porque estás tão triste
Mas o que foi que te aconteceu
Foi a camélia que caiu do galho
Deu dois suspiros e depois morreu

Vem jardineira vem meu amor
Não fiques triste que este mundo é todo seu
Tu és muito mais bonita

Que a camélia que morreu.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

ABC da Mônica


    A
Ela está no Astronauta
e nas asas do avião.
Na andorinha e no Anjinho,
na arara e no azulão.

É de água, águia e alho,
é de abelha, a que faz mel.
Da amora e do abacate
da Aninha e seu anel.

    B
Ela está na borboleta,
Na barriga do Bidu.
Vem também no seu bigode
e na boneca da menina.

Tem na boca, tem no beijo,
no baú e na botina.
Na batata, na bacia
e na boneca da menina.
    C
Ela está no Cebolinha,
na Cascuda e no Cascão.
No caipira Chico Bento
e no nosso coração.

Tem no cabo, no cabide,
no cachorro e no camelo.
Num famoso coelhinho,
que é de pano e não de pelo...

    D
Aparece no Dudu,
que não gosta de comida.
Mas não vem com a Magali,
a gulosa mais querida.

Ela está na nota dó,
está no dedo e no dedal.
No dragão, no dominó,
no diamante e no degrau.

    E
Por três vezes aparece,
no querido Zé Lelé.
Vem no meio do cabelo
e no fim do cafuné.

Está na estrela lá do céu,
e na estrela que é do mar.
Na escova e no espelho
pra sereia se pentear!

      F
Está na folha e na flor,
tem no frango e no feijão.
Está na fada e no Floquinho,
no foguete e no fogão.

Tem no fogo e na fumaça,
na farofa e na farinha.
Tem na fita e na fivela
e na franja do Franjinha.

     G
Tem na gema e não na clara,
tem no grilo e na grama.
Na Giselda, a galinha
que o Chico tanto ama!

Ela está no gafanhoto,
na girafa e no gambá.
No golfinho e na gaivota
e no gato angorá.

     H
Está na herança do herói
no Humberto e na hiena.
Está no hotel, no hospital
e na horta da Helena.

Está na hora, no horário
e na história do Horácio,
que espera construir
no horizonte o seu palácio...

    I
Ela está no Cebolinha
E no fim da Magali.
Da cebola ela sumiu,
pra ficar com o Titi.

aparece duas vezes
entre as letras da família.
Vem no irmão e na irmã,
na igreja e na ilha.

    J
Ela está na jararaca
e na juba do leão.
No jiló e na jibóia
e até no Jotalhão!

Ela está no jabuti
e  também no jacaré.
Na joaninha, na janela
e no joelho do José.

     L
Tem na lata, tem no lago,
 na laranja e no limão.
Tem nos lábios da Lucinda,
 no lagarto e no leitão.

Tem no livro e no lírio
tem na lupa e na luva.
Mas da luva ela cai fora
pra você escrever uva.

    M
Tem na Mônica geniosa
e nas meias das meninas.
Tem até na mamadeira
e na mala da Marina.

Tem na manga e no mamão,
mas não tem no abacaxi,
No melão, na melancia,
na gulosa Magali!

    N
Aparece nos Napões,
nas narinas do nariz.
Aparece até nas nuvens
e no ninho da perdiz.

Tem no nó e tem na noz,
no novilho e na navalha.
No navio e no novelo
no nenê e na Natália.

     O
Duas vezes se intromete
com o Louco e seu cachorro.
Duas vezes, como boba,
sobe e desce qualquer morro.

Tem na oca e nos óculos,
tem no ouro e no osso.
Vem na ostra e nas ondas,
duas vezes vem no almoço...

      P
Tem na pipa, tem na Pipa,
na panqueca e no palmito.
É a segunda no apito
e a primeira no palito.

Ela está no Penadinho,
está na pá, no pé, no pão.
Mora no Papa-Capim,
Na pipoca e no pilão.

      Q
Está no quadro, está no queijo,
e no queixo do Quinzinho.
Está no quilo de quiabo
e no meio do Floquinho.

Tem no quarto e na quitanda,
no quimono e no quiosque.
No começo do quintal
e no fim de todo bosque.

     R
Está na renda, no retalho
e na roupa da Rosinha.
Tem na rede, tem no rádio
e no rosto da Ritinha.

Tem no Rolo e no relógio,
No repolho e na rolha.
Aparece na raiz,
mas não quis ficar na folha.

    S
Tem na sela e no selo,
no sagüi e no Saci.
Tem no sol, tem na semente,
mas não tem na Magali.

Tem no sapo e no sapato,
tem na serra e no serrote.
Tem no saco e na sacola,
tem na saia e no saiote.

    T
Ela vem no tamanduá
e também na tartaruga.
Está na toca do tatu,
no Titi e até na Thuga.

Tem no tênis, na toalha
e na túnica da Tina.
Na tomada e no tomate
e também na tangerina.

    U
Está na uva, na uvaia,
na urtiga e no umbu.
Está na unha do ursinho
e também na urutu.

Uma vez ela ficou
com a Tuca e o Bidu.
Mas gostou e quis ficar
duas vezes no Bugu.

    V
Tem na vaca, no veado
e no vampiro Zé Vampir.
Tem no verde, no vermelho
e na verruga do Valdir.

Está na vara e no varal,
no violino e no violão.
No vestido da Violeta,
está no vento e no vulcão!

    X
Ela vem com o Xaveco,
mas com a chave nunca está.
Vem no meio do Alexandre
e no começo do xará.

Está na caixa e no caixote
de ameixa e mexerica.
No Pixote, um peixe roxo,
o xodó da tia Xandica.

    Z
Ela está no Zé da Roça
e também no Zé Vampir.
Fica até com o Zé Lelé,
da Rosinha quer fugir!

Tem na zebra e no zebu,
na zabumba e no Zecão.
No marido da abelha,
que é chamado de Zangão.

K Y W
 Estas letras gostam mais
de ficar com muita gente,
pra deixar o nome delas
com um jeito diferente.

Vêm no início da Karina,
do Wilson e da Yasmim.
Mas no Frank, ao contrário,
a letrinha vem no fim.




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