segunda-feira, 30 de maio de 2016

Dinâmicas

 "O que você parece pra mim..."

Esta dinâmica pode ser empregada de duas maneiras, como interação do grupo com objetivos de apontar falhas, exaltar qualidades, melhorando a socialização de um determinado grupo.
Material: papel cartão, canetas hidrocor e fita crepe.

Desenvolvimento: Cola-se um cartão nas costas de cada participante com uma fita crepe. Cada participante deve ficar com uma caneta hidrocor. Ao sinal, os participantes devem escrever no cartão de cada integrante o que for determinado pelo coordenador da dinâmica (em forma de uma palavra apenas), exemplos:

1) Qualidade que você destaca nesta pessoa;
2) Defeito ou sentimento que deve ser trabalhado pela pessoa;
3) Nota que cada um daria para determinada característica ou objetivo necessário a atingir nesta dinâmica.
Autor: Desconhecido

''Dinâmica do beijo''


Essa dinâmica, geralmente é desenvolvida com um grupo que já tenha um certa intimidade, para que ela tenha sucesso.
Desenvolvimento: Todos em círculo, em uma grande roda. O Coordenador explica a dinâmica que deve ser dito o seguinte:
_Cada um deve dizer do colega do lado direito, a parte do corpo que mais admira ou acha bonita. Quando todos tiverem escolhido esta determinada parte do corpo, coordenador dá um novo comando:
_Cada pessoa deverá dar um beijo exatamente no local escolhido.
Autor: Desconhecido

"Tiro pela Culatra"

Essa dinâmica, é desenvolvida exatamente como a número 3 acima. A única diferença é que ao invés de se dizer uma parte do corpo do colega da direita, deve dizer uma tarefa para que esse colega execute.

Quando todos tiverem escolhido a tarefa, Coordenador dá um novo comando:
_Cada pessoa deverá praticar a tarefa, exatamente como foi escolhida para o colega da direita.
É uma dinâmica bem engraçada e é muito utilizada como "quebra gelo ".
Autor: Desconhecido


Sociograma
Esta dinâmica é, geralmente, desenvolvida a fim de se descobrir os líderes positivos e negativos de um determinado grupo, pessoas afins, pessoas em que cada um confia. É muito utilizada por equipes esportivas e outros grupos.

Material: papel, lápis ou caneta.

Desenvolvimento: Distribui-se um pedaço de papel e caneta para cada componente do grupo. Cada um deve responder as seguintes perguntas com um tempo de no máximo 20-60 segundos, cronometrados pelo Coordenador da dinâmica. Exemplo de Perguntas:

1) Se você fosse para uma ilha deserta e tivesse que estar lá por muito tempo, quem você levaria dentro desse grupo?
2) Se você fosse montar uma festa e tivesse que escolher uma (ou quantas desejarem) pessoa desse grupo quem você escolheria?
3) Se você fosse sorteado em um concurso para uma grande viagem e só pudesse levar 3 pessoas dentro desse grupo, quem você levaria?
4) Se você fosse montar um time e tivesse que eliminar (tantas pessoas) quem você eliminaria deste grupo?

Obs: As perguntas podem ser elaboradas com o fim específico, mas lembrando que as perguntas não devem ser diretas para o fim proposto, mas em situações comparativas.
De posse dos resultados, conta-se os pontos de cada participante e interpreta-se os dados para utilização de estratégias dentro de empresas e equipes esportivas.
Autor: Desconhecido

sábado, 28 de maio de 2016

A fábula da convivência.

Durante uma era glacial, muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos, por não se adaptarem às condições do clima hostil. Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver começou a se unir, a juntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro.
E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso.
Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito...
Mas, essa não foi a melhor solução: afastados, separados, logo começaram a morrer congelados.
Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem ferir,para sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos.
Assim suportaram-se, resistindo à longa era glacial. Sobreviveram. 

É fácil trocar as palavras... difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado.... difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto... difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos... difícil é reter seu calor!
É fácil sentir o amor... difícil é conter a sua torrente!

quarta-feira, 25 de maio de 2016

A economia da Água


Personagens:
Gota Torneira
D.Economia
D.Desperdice
Narrador

Torneira entra e diz:
 -Ai que saudades da minha amiga gota!

Entra Dona Desperdice, abre a torneira e diz:
-Não seja por isso!

D. torneira:
-Mas cadê a gota?

 D Desperdice:
-Não gosto dela! Gosto muito mais, de água fora, e por falar nisso Dona Torneira, vamos comigo, pois temos muito o que fazer! Tenho que lavar a calçada, agora,vou tomar banho(la,la la la la)

D torneira:
-Não faça isso! estou cansada, quero a gota pra falar com ela.

D Desperdice:
-Não, agora não! Tenho ainda que escovar meus dentes.
Que tal lavar o carro agora? Bom, vou deixar você descansar, mas daqui a pouco, vou lavar a calçada. 

Dona torneira diz:
Socorro! Gota! Cadê você?

Desperdice para pensa e diz:
-Calma! vou chamá-la.

Desperdice fecha a torneira e diz:
 -Aí vem ela.

Gota:
-Oi. Me chamou?

D.torneira:
-Sim, a senhora Desperdice, quer acabar comigo hoje, não para de lavar coisas!

Gota:
-Vamos conversar a noite toda hoje?

Torneira:
-Sim, sim!

Narrador:
Entra a Dona Economia.

Dona economia:
-Olha vocês duas estão muito erradas. Aliás, vocês três.

Narrador :
 Desperdice se esconde, Dona economia puxa Desperdício e diz:
-Não é dona desperdício? Você que é a mais velha deveria dar o exemplo. Você sabia que a água é um elemento essencial ‘a vida e que a água potável, não estará mais disponível infinitamente? Ela é um recurso limitado? Olha vocês três serão responsáveis, pela falta de água em nosso planeta sabia?

Torneira:
-Cruz credo, também não precisa exagerar né?

D economia:
-Você que está exagerando D. Torneira, e se você ficar com essa boquinha bem fechada, vai economizar muito mais! Sabe, vamos fazer um trato!

As três:
-Trato?

D Economia:
-Sim, trato!
A conta da água vai chegar,e cada real a menos,dividiremos entre vocês, ok?

D Torneira:
Opa! Não está mais aqui quem falou!

D Economia:
Vão economizar ou não?

D Desperdice:
-Claro que sim!

Torneira:
-Não está mais aqui quem falou!

D Desperdice:
É né, então tá bom, fazer o que?

Torneira:
Ok, não abro mais a minha boca, e gota, não quero mais falar com você a noite toda combinado?

Gota:
-Ok,combinado!

 Um mês depois...

 Narrador:
 Entra dona economia sorridente e pergunta:
-Gente, tenho boas notícias, esse mês veio a conta e conseguimos economizar R$ 15,00!!

 Torneira:
-E eu consegui fechar minha boca!

Gota:
- E eu dormi a noite toda, isso foi bom para todos nós, e para nosso Planeta também, não é? Sem contar com o dim dim, que vamos dividir entre nós (risos)

D. Economia:
- Que bom que vocês gostaram, vou estar sempre por aqui,e lembrem-se: economia sempre!

segunda-feira, 23 de maio de 2016

O Elefante acrobata

                                
          Zimbo era um elefantinho do circo Zabumba. Zimbo vivia muito triste. Sabem por quê?
          Ele era tão desajeitado que não aprendia a fazer nada no circo. Zimbo ficava olhando os trapezistas e pensava:
         __ Ah! Quem me dera ser um trapezista!
         Um dia, o treinador do circo lhe disse:
         __ Se você quiser, aprenderá qualquer coisa. É só treinar.
         Animado por este conselho, o elefante começou a treinar todos os dias para trabalhar no circo.
         Depois de algum tempo, não havia outro elefante que fizesse qualquer acrobacia melhor que ele. Subia no bumbo, tocava tambor com a tromba e dançava nas patas traseiras.
         As crianças iam ao circo só para vê-lo.
         __ Viva Zimbo! Viva o elefante acrobata! – gritavam.
         O amor da criançada fazia Zimbo ficar muito feliz.

                                                                                              D´Olim  Marote

sábado, 21 de maio de 2016

A avaliação na Educação Infantil passo a passo


• Observar e compreender o dinamismo presente no desenvolvimento infantil é  fundamental para redimensionar o fazer pedagógico. Essa compreensão  influenciará diretamente na qualidade da interação dos professores com a infância.

• O conhecimento de uma criança é construído em movimento de idas e vindas, portanto, é fundamental que os professores assumam seu papel de mediadores na ação educativa; mediadores que realizam intervenções pedagógicas no acompanhamento da ação e do pensamento individualizado infantil.

• Ainda hoje, na prática cotidiana, é comum, não só na Educação Infantil,  como nos demais níveis de ensino, os avaliados serem só os alunos. É  necessário que a clássica forma de avaliar, buscando “erros” e “culpados",  seja substituída por uma dinâmica capaz de trazer elementos de crítica e  transformação para o trabalho.

• Nesse processo, todos – professores/recreadores, coordenação pedagógica, direção, equipe de apoio e administrativa, crianças e responsáveis – devem, sentir-se comprometidos com o ato avaliativo.

• Para focar o olhar em como se avalia, sugere-se atenção aos pontos abaixo,
nos espaços de educação infantil:

Análises e discussões periódicas sobre o trabalho pedagógico.
Estas ações são realizadas nos encontros periódicos. Elas fornecem elementos  importantes para a elaboração e reelaboração do planejamento. Igualmente  importante é dar voz à criança. Nesse sentido, a prática de avaliar  coletivamente o dia-a-dia escolar, segundo o olhar infantil, traz contribuições fundamentais e surpreendentes para o adulto educador, ao mesmo tempo que sedimenta a crença na concepção de criança cidadã.

Observações e registros sistemáticos.
Os registros podem ser feitos no caderno de planejamento, onde cada professor/ recreador registra acontecimentos novos, conquistas e/ou mudanças de seu grupo e de determinadas crianças; dados e situações significativos acerca do trabalho realizado e interpretações sobre as próprias atitudes e sentimentos.
É real que, no dia-a-dia, o professor/ recreador não consiga registrar informações sobre todas as crianças do seu grupo, mas é possível que venha a privilegiar três ou quatro crianças de cada vez e, assim, ao final do período, terá observado e feito registro sobre todas as crianças.

Utilização de diversos instrumentos de registro.
Para darmos espaço à variada expressão infantil, podem-se utilizados como  instrumentos de registro de desenvolvimento arquivos contendo planos e materiais referentes aos temas trabalhados, relatórios das crianças e portfólios.
O professor/recreador deve organizar um dossiê de cada criança, guardando aí  seus materiais mais significativos e capazes de exemplificar seu  desenvolvimento.
Também durante a vivência de um projeto de trabalho, cada grupo deve ter  como meta a produção de um ou mais materiais que organize o conhecimento  constituído acerca do assunto explorado. Assim sendo, o arquivo de temas é o  dossiê do projeto realizado pelos grupos de uma mesma instituição.

Construção de um olhar global sobre a criança

A fim de evitar um ponto de vista unilateral sobre cada aluno, é fundamental
buscar novos olhares:
- Recolhendo outras visões sobre ela.
- Contrastando a visão dos responsáveis com o que se observa na escola/ creche.
- Conhecendo o que os responsáveis pensam sobre o que a escola/creche diz.
- Refletindo sobre o que a família pensa em relação aos motivos de a criança
comportar-se de determinada forma na escola/creche.
- Ouvindo a família sobre como pensa que poderia auxiliar a criança a avançar em seu desenvolvimento.

Hábitos e Atitudes:

Está sempre atento na sala de aula
Relaciona-se bem com os colegas e professores.
Ouve com atenção e espera a sua vez de falar.
Faz a tarefa com capricho e é pontual na sua entrega
Porta-se no momento da merenda e higiene.
Colabora com a limpeza da sala de aula.
É cuidadoso com o material escolar.
Confia nas tarefas que realiza.
Comporta-se bem nas atividades desenvolvidas.
A conversa está interferindo no rendimento.
Reparte os brinquedos com os colegas

Linguagem:

Entende bem o que lhe é falado.
Expressa-se com clareza.
Articula bem as palavras.
É desinibido e gosta de participar das atividades musicais e teatrais.
Dialoga sobre suas vivências espontaneamente.
Na hora da história, está disposto a ouvir e participar.

Desenvolvimento Cognitivo:

Apresenta bom raciocínio matemático.
Tem facilidade em compreender as noções matemáticas.
Compõe quebra-cabeça.
Consegue concentrar-se na realização das atividades.
Demonstra interesse e criatividade na execução dos trabalhos.
É responsável na execução das atividades.

Desenvolvimento Psicomotor:

Consegue movimentar-se bem (pular, correr, saltar, arrastar...).
Quando modela cria formas diferentes.
Apresenta boa motricidade fina (recortar, pintar, colar...).
Tem consciência do seu corpo e consegue expressar-se graficamente.
Orienta-se bem no espaço e tempo.



segunda-feira, 16 de maio de 2016

Estilos musicais


Sertaneja - O primeiro registro da música sertaneja no Brasil surge na década de 10, com Cornélio Pires que tinha o hábito de trazer para os grandes centros os costumes dos caipiras, entre esses costumes sua música bem caracterizada. O primeiro registro de um grupo de música Sertaneja foi datado de 1924, com a "Turma Caipira de Cornélio Pires", formada por violeiros como Caçula e Sorocabinhaoutros importantes para a época. Daí para frente vieram as duplas que também ficaram conhecidas e a mais popular da época foi Alvarenga e Ranchinho. Hoje várias duplas fazem sucesso e atingem um público variado, como por exemplo, Chitãozinho e Xoróro, Zezé de Camargo e Luciano, o cantor Daniel, Leonardo, etc.
Samba - A partir da década de 30 um ritmo alegre, cativante surge na vida do brasileiro e ninguém imaginaria que ia fazer tanto sucesso. Esse ritmo é o samba, que chegou ao Brasil trazido pelos escravos é a "cara" do Brasil. O termo "samba" provavelmente tem origem no nome "semba", que significa "umbigada", devido ao modo como é dançado. Como exemplos de sambistas antigos, mas muito conhecidos temos: Cartola, Nelson Cavaquinho, Zé Keti e Clementina de Jesus. Da geração mais recente: Martinho da Vila, Bezerra da Silva, Clara Nunes e Beth Carvalho.
Forró – este estilo de música tem também origem africana, mas também tem traços de danças européias. A origem do nome é controversa, mas a versão mais popular para explicar seu nome é que vem de "For All", que significa “para todos” em inglês. Este termo estaria escrito nas nas portas dos bailes promovidos pelos ingleses em Pernambuco, no início do século, quando eles vieram para cá construir ferrovias. Como você pode perceber, tudo começou no nordeste e foi Luiz Gonzaga o precursor desse ritmo no sul e sudeste.
Bossa nova - No final da década de 50 um novo ritmo marca a juventude da época: a bossa nova... "Bossa", na gíria carioca da época significava "jeito", "modo" de fazer algo de forma diferente e original e a "bossa nova" é a expressão que surgiu em oposição a tudo o que um grupo de jovens achava superado, velho, arcaico, antigo. Para esse grupo a música no Brasil estava assim, com melodias tristes e com ritmo repetitivo, portanto precisava re renovação. A música que marcou essa mudança foi "Chega de Saudade", de João Gilberto. Com ele vieram outros: Nara Leão, Carlinhos Lyra, Tom Jobim, reconhecidos até hoje por seu talento.
MPB - A Música Popular Brasileira tem uma história rica, que começa nos anos 70 em que o país estava sob o julgo da ditadura militar e tentava refletir os sonhos de uma geração que precisava de mudanças e acreditava na liberdade. No cenário musical da época circulavam inicialmente cantores conhecidos até hoje: João Bosco, Aldir Blanc, Fagner e Belchio. A MPB venceu os tempos difíceis e evoluiu, ganhado reconhecimento internacional. Vários desses músicos ainda estão presentes, nem que seja somente em nossas lembranças: Gonzaguinha, Ivan Lins, Benito de Paula, Simone, Rita Lee, Raul Seixas, Novos Baianos, Tim Maia, Paulo Diniz, Antonio Carlos e Jocafi, João Bosco, Aldir Blanc, Elis Regina, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gilberto Gil, etc.
Reggae – O reggae teve origem a Jamaica, nos anos 60 e representa uma mistura de vários estilos e gêneros musicais desde a música folclórica da Jamaica até ritmos africanos. No Brasil o reggae entrou com força principalmente na década de 70, período em que músicos como Gilberto Gil e Jorge Ben Jor são influenciados pelo estilo musical jamaicano. Na década de 80, é a vez do rock se unir ao gênero da Jamaica, nas letras do grupo Paralamas do Sucesso. Na década de 90, surgem vários músicos e bandas. Podemos citar como exemplo : Cidade Negra, Alma D'Jem, Tribo de Jah, Nativus e Sine Calmon & Morro Fumegante.
Axé - O termo "axé" é uma saudação religiosa usada na umbanda e candomblé, mas depois que o ritmo chegou ao sudeste do país ficou conhecido como "axé music" e encanta milhões de pessoas, no Brasil e no exterior. A década de 90 foi dominada pela Axé Music, e vários muísicos e bandas se destacaram: Daniela Mercury, Banda Eva, Chiclete com Banana, Araketu, Cheiro de Amor e É o Tchan. Juntos venderam 3,4 milhões de discos.

Hip Hop - Movimento cultural iniciado no final da década de 70 nos Estados Unidos como forma de reação aos conflitos sociais e à violência sofrida pelas classes menos favorecidas nos grandes centros urbanos. Representa uma espécie de cultura das ruas, um movimento de reivindicação de espaço e voz das periferias, traduzido nas letras questionadoras e agressivas, no ritmo forte e intenso e nas imagens grafitadas pelos muros das cidades. No Brasil o hip hop começa com força em São Paulo, a partir de encontros na rua 24 de Maio e no metrô São Bento, de onde saíram muitos artistas reconhecidos como Thaíde, DJ Hum, Styllo Selvagem, Região Abissal, Nill (Verbo Pesado), Sérgio Riky, Defh Paul, Mc Jack, Racionais MCs, MV Bill, Doctors MCs, Shary Laine, M.T. Bronks, Rappin Hood, entre outros.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

O Exame

                                                                                         Franz Kafka

Sou um criado, mas não há trabalho para mim. Sou medroso e não me ponho em evidência; nem sequer me coloco em fila com os outros, mas isto é apenas uma das causas de minha falta de ocupação; também é possível que minha falta de ocupação nada tenha a ver com isso; o mais importante é, em todo caso, que não sou chamado a prestar serviço; outros foram chamados e não fizeram mais gestões que eu; e talvez nem mesmo tenham tido alguma vez o desejo de serem chamados, enquanto que eu o senti, às vezes, muito intensamente. Assim permaneço, pois, no catre, no quarto de criados, o olhar fixo nas vigas do teto, durmo, desperto e, em seguida, torno a adormecer. Às vezes cruzo até a taverna onde servem cerveja azeda; algumas vezes por desfastio emborquei um copo, mas depois volto a beber.
Gosto de sentar-me ali por que, atrás da pequena janela fechada e sem que ninguém me descubra, posso olhar as janelas de nossa casa. Não se vê grande coisa; sobre a rua, dão, segundo creio, apenas as janelas dos corredores, e além do mais, não daqueles que conduzem aos aposentos dos senhores; é possível também que eu me engane; alguém o sustentou certa vez, sem que eu lho perguntasse, e a impressão geral da fachada o confirma. Apenas de vez em quando são abertas as janelas, e quando isso acontece, o faz um criado, o qual, então, se inclina também sobre o parapeito para olhar para baixo um instantinho. São, pois, corredores onde não se pode ser surpreendido. Além do mais não conheço esses criados; os que são ocupados permanentemente na parte de cima, dormem em outro lugar; não em meu quarto.
Uma vez, ao chegar à hospedaria, um hóspede ocupava já o meu posto de observação; não me atrevi a olhar diretamente para onde estava e quis voltar-me na porta para sair em seguida. Mas o hóspede me chamou e, assim, então, percebi que era também um criado ao qual eu tinha visto alguma vez e em alguma parte, embora sem ter falado nunca com ele até aquele dia. — Por que queres fugir? Senta-te aqui e bebe. Eu pago. Sentei-me, pois. Perguntou-me algo, mas não pude responder-lhe; não compreendia sequer as perguntas. Pelo menos eu disse: — Talvez agora te aborreça o fato de ter-me convidado. Vou-me, pois. E quis erguer-me. Mas ele estendeu a mão por cima da mesa e me manteve em meu lugar. — Fica-te!, disse. Isto era somente um exame. Aquele que não respondesse às perguntas está aprovado no exame.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

A Pescaria



Thiago tinha onze anos e, frequentemente, ia pescar no cais junto à casa de campo da sua família. Era uma diversão para ele e um momento de ficar com seu pai.
A temporada de pesca de carpas estava proibida para reprodução e só seria liberada no dia seguinte, mas ele e o pai saíram no fim da tarde para pegar tilápias e douradas, cuja pesca era liberada.
Thiago amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água.
Quando o caniço vergou, ele soube que havia algo enorme do outro lado da linha. O pai olhava com admiração enquanto Thiago, habilmente, puxava o peixe.
Finalmente, com muito cuidado, ele levantou o peixe exausto da água. Era o maior que tinha visto, mas era uma carpa, cuja pesca só era permitida na temporada.
Thiago e o pai olharam para o peixe, tão bonito, as guelras para trás e para frente sob a luz da lua.
O pai acendeu um fósforo e olhou para o relógio. Eram dez da noite e faltavam duas horas para a abertura da temporada. O pai olhou para o peixe, depois para Thiago.
_ Você tem que devolvê-lo à água, filho.
_ Mas, papai!!!
_ Vai aparecer outro peixe. Disse o pai.
_ Não tão grande como este. Respondeu Thiago, quase chorando...
O menino olha à volta do lago. Não havia ninguém. Olhou novamente para o pai.
Mesmo sem ninguém por perto, Thiago sabia, pela clareza da voz do pai, que a decisão não era negociável.
Devagar tirou o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu à água escura. Feito isso, Thiago imaginou que jamais veria um peixão como aquele.
Isso aconteceu há trinta e quatro anos. Hoje, Thiago é um arquiteto de sucesso. A casa de campo de seu pai ainda está lá e ele leva seus filhos e filhas para pescar no mesmo cais.
E ele estava certo. Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como daquela noite, há tanto tempo atrás.


O valor da ética / Legrand Belo Horizonte. Coleção Pequenas Lições. Soler Editora, 2007.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Chapeuzinho Vermelho



Era uma vez uma linda menina, que morava com sua mãe em uma bela casinha. Ela sempre usava uma capa com um chapeuzinho bem vermelho. 
Certo dia sua mãe pediu que ela fosse levar uma cestinha cheia de doces para sua vovó: 
__ Chapeuzinho! Chapeuzinho! Vá levar essa cestinha de doce para a vovó, mas evite o caminho da floresta que é perigoso, vá pelo bosque e não fale com estranhos. 
__ Está bem mamãe. Tchau. 
Chapeuzinho adorava sua avó, e saiu em disparada cantando de alegria. “Pela estrada afora eu vou bem sozinha...”. Queria fazer uma surpresa para a vovó e começou a colher as flores que encontrava pelo caminho. 
A menina estava tão distraída com as flores quando deu de cara com o lobo mau. Ela não sabia que ele era o Lobo malvado, mas não se assustou e nem sentiu medo. 
__ Bom Dia, Chapeuzinho Vermelho.
__ Bom Dia!
__ Onde você está indo?
__ Vou visitar minha vovozinha, que está muito doente. 
__ Por que você não vai pela floresta, que é bem mais perto?
__ Será que é mesmo? Minha mãe disse para eu ir pelo bosque. 
__ Claro que é mais perto pela floresta, sua mãe está enganada.
__ Muito obrigada Senhor Lobo, tchau.
Enquanto Chapeuzinho seguia pelo caminho da floresta, o Lobo rapidamente seguiu pelo bosque, cantando e correndo: “Eu sou o Lobo Mau, Lobo mau...” ·O Lobo chegou na casa da vovozinha e bateu na porta: 
__ Tum, tum! Vovó, vovozinha?
__ Quem está aí?
__ Sou eu, Chapeuzinho Vermelho - disse o Lobo disfarçando a voz. 
__ Entre minha netinha, a porta está aberta.
O Lobo que era muito rápido foi entrando e de uma só vez engoliu a vovozinha. Depois vestiu as roupas dela, e ficou esperando Chapeuzinho Vermelho. 
Chegando na casa da vovó: 
__ Tum, tum! Vovó, vovozinha?
__ Entre querida. 
__ Vovó! Por que suas orelhas estão tão grandes?
__ É pra te ouvir melhor. 
__ Vovó! Para que esses olhos tão grandes?
__ É para te ver melhor. 
__ Credo vovó, por que a senhora está com essa boca tão grande?
__ É para te comer!!!
Dizendo isso, o Lobo começou a correr atrás de Chapeuzinho. 
Depois de algum tempo ele tropeçou e caiu no chão.
Enquanto isso a menina se escondeu dentro de um velho armário.
O Lobo resolveu dar uma cochilada e começou a roncar. Uns caçadores que passavam escutaram:

__ Que ronco esquisito é esse?
__ Pois é, também estou ouvindo. 
__ Vamos ver o que é?
__ Ah! É o Lobo!
__ Será que ele comeu a vovó?
Ouvindo isso, Chapeuzinho apareceu e contou toda a história: 
__ Senhores o Lobo me enganou, chegou aqui antes de mim e deve ter comido minha vovozinha. Ele queria me comer também. 
__ Então, o que vamos fazer? – disse um caçador. 
__ Vamos cortar a barriga dele.
Aproveitando que ele está dormindo cortaram sua barriga, e tiraram a vovozinha de dentro. As duas se abraçaram muito felizes. 
__ E agora o que faremos com esse malvado?
__ Vamos encher a barriga dele com pedras. – disse um dos caçadores. 
Quando o Lobo acordou, tentou fugir, mas ele caiu e nunca mais levantou.
Todos ficaram aliviados e felizes. Os caçadores foram embora, e as duas foram sentar na varanda e saborear os doces. 
__ Vovó, eu prometo nunca mais desobedecer minha mamãe.
__ Isso mesmo, os filhos não devem desobedecer a suas mães, elas sempre querem o melhor para seus filhinhos.


Adaptação dos contos de Grimm

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Dramatizações


Conceitos

Sabemos que cada menino vive de uma forma profunda o que ele está representando, colocando neste papel gestos, expressões, personalidades e espírito coerentes com o que ele acredita ser o personagem vivido. Se isto realmente for verdade, com uma pequena orientação e correção por parte dos adultos a respeito dos detalhes da representação o menino poderá ganhar por meio dela uma vivência maior, compreendendo e conhecendo os mais diversas personagens, personalidades, impulsos emocionais e instintos do ser humano, adaptando-se com isto mais facilmente à vida social, com vantagens de desenvolver um senso de ponderação e justiça mais aguçado.


Técnicas de Aplicação


Três elementos essenciais são encontrados nas técnicas de dramatização:
  • tipo;
  • tema;
  • forma.
Entre os tipos poderemos encontrar os seguintes:

livres, mímicas, pantomimas, marionetes, sombras, óperas, dublagens, radionovelas, coreografias, jograis, monólogos, noticiários, sombras, dublagens.

Como temas poderemos usar os seguintes:

contos infantis, fábulas, passagens bíblicas, história (pré-história, medieval, antiga, brasileira, etc.), povos (chineses, nações indígenas, egípcios, romanos, etc), lendas folclóricas, poesias, canções, quadros parados, frases (provérbios), palavras (liberdade, lealdade, honestidade), situações do cotidiano (no lar, passeios, na escola,...), heróis (Bat-Man, Tarzan, Robinson, etc) profissões (carpinteiro, bombeiro, médico, etc) itens do adestramento (segurança, serviço, trânsito, etc), sendo naturalmente admitido o tema livre.

Finalmente, com relação à forma, entendem-se os seguintes elementos:

enredo, organização das falas, expressão corporal, caracterização, cenário, sonorização, luz.

A combinação destes elementos é que formará a apresentação, sendo admitidas inúmeras variações:
  • Tipo: Radionovelas
  • Tema: Leis de trânsito
  • Forma: Sonorizada
 ou
  • Tipo: Mímica
  • Tema: Profissões
  • Forma: Caracterização dos personagens, sem cenário
 ou
  • Tipo: Fantoches
  • Tema: Fábulas
  • Forma: Cenário
Com base nos exemplos acima, fica fácil visualizar a riqueza que as dramatizações representam na elaboração das nossas atividades.
É importante salientar que as dramatizações devem ser aplicadas progressivamente, oferecendo-se primeiro desafios mais simples quanto ao tipo, ao tema e a forma, assim: quadros parados são muito mais simples do que fazer uma opereta e serão vencido facilmente pelos mais tímidos. Aliás, em se tratando de timidez, as formas em que não se exige a exibição do próprio corpo são as mais adequadas (p. ex.: a radionovela e os fantoches e sombras).
A dificuldade é também progressiva no tocante ao tema: uma fábula conhecida é muito mais simples de representar do que a palavra "lealdade", por exemplo.
Finalmente, podemos alternar as solicitações feitas aos alunos com a forma. Podemos p. ex. oferecer o enredo pronto, porém os alunos deverão desenvolver a caracterização e o cenário. Isto será um excelente exercício de criatividade.
As dramatizações são preciosas também porque se combinam com outros recursos de ensino, pois na elaboração de um cenário ou na confecção de roupas exercitam-se as habilidades manuais. A confecção de fantoches, a elaboração do teatro com seu respectivo cenário, o enredo, os ensaios e a posterior apresentação poderão ser um belíssimo projeto da classe, com proveito em vários aspectos.
Existem vários jogos que se combinam com elementos teatrais e podem ser usados como exercícios de dramatização.
Finalmente, é bom notar que existe uma diferença entre as histórias e as dramatizações na proporção da utilização de seus elementos e nos benefícios que os alunos tiram deles.
Na dramatização temos uma participação preponderantemente ativa, os alunos usam de suas emoções no seu desempenho. Assim, o conteúdo da dramatização, ou seja "a mensagem", fica em segundo plano.
Já nas histórias, por termos uma conduta passiva de parte dos alunos, não encontraremos os benefícios da exteriorização. Em primeiro plano temos o conteúdo e por meio dele trabalharemos internamente com os alunos As histórias desenvolvem o caráter, o raciocínio, a imaginação e o senso crítico.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

As três fiandeiras



Uma moça, bonita e prendada, não encontrava casamento, embora muito merecesse um bom estado. Ia sempre à missa das almas, pela madrugada, e rezava seu rosário para elas. Perto da casa da moça morava um homem rico e solteiro que dizia só casar-se com a melhor fiandeira da cidade. A moça sabendo essa notícia, ia comprar linho à casa do rico, dizendo fiá-lo todo num só dia. O homem ficava pasmado, vendo uma moça tão trabalhadora.
Não dando inteiro crédito ao que ouvia, uma manhã, em que a moça apareceu para mercar um pouco de linho, disse-lhe em tom de brincadeira: moça, se esse linho é fiado num dia, sem entrar pelo serão, leve-o sem pagar e irei ao anoitecer ver sua tarefa. A moça voltou para casa muito aflita com a promessa porque não podia fiar o linho num dia, nem a metade da porção que trouxera. Pôs o linho nas rocas e começou a chorar, a chorar sem consolo. Quando, estava assim, ouviu uma voz trêmula dizendo:
- Por que chora a minha filha?
Levantou a cabeça e viu uma velha, muito velha, vestida de branco e muito pálida. Contou o que lhe sucedia e a velha disse: vá rezar seu rosário que eu vou ajudá-la um pouco.
A moça foi rezar e quando acabou todo o linho estava fiado e pronto. A velha disse: Se você casar eu virei às bodas e não se esqueça de chamar-me minha tia por três vezes.
A moça prometeu. Quando o mercador chegou e viu o linho fiado, ficou assombrado. Gabou muito a moça e no outro dia mandou, ainda uma porção maior de linho, dizendo que voltaria para ver o resultado. A moça pôs-se a chorar sem parar.
Outra velha apareceu, parecida com a primeira, e fiou o linho num amém, enquanto a moça rezava. e ao despedir-se fez o mesmo pedido que a primeira velha fizera. Ainda uma vez o mercador visitou a moça e não teve palavras para elogiar o quanto ela fizera num dia. Mandou, de presente, ainda mais linho e o mesmo pedido. A moça voltou a lamentar-se e uma terceira velha apareceu e tudo se passou como de costume, linho fiado e promessa feita, O mercador veio visitar a moça e pediu-a em casamento, marcando-se o dia. Como um dos presentes de noivado, recebeu a noiva muito linho para fiar, e rocas, fusos, dobadouras e mais apetrechos. A moça estava desesperada com; o seu futuro.
Quando acabou de casar, surgiram na porta as três velhas juntas. A moça, lembrada do que prometera, recebeu-as muito bem, tratando-as por tias, oferecendo comida, bebida, assento, e fazendo toda a sorte de agrados e oferecimentos. O noivo não tinha cobro do espanto qué lhe causava a feição de cada uma das velhas. Não se contendo, perguntou:
- Por que as senhoras são assim, corcovadas, olhos esbugalhados e queixos para fora? Foi alguma doença?
- Não foi, senhor sobrinho - responderam as velhas - foi o fiar que nos deu essas pechas. Fiamos anos e anos e ficamos assim, corcovadas pela posição, olhos esbugalhados de acompanhar o riço, queixos feios pela tarefa com os tomentos.
O noivo não quis mais saber de rocas, fusos e dobadouras. Agarrou tudo e atirou pana o meio da rua, dizendo que jamais sua mulher havia de pegar num instrumento que a faria tão feia. Viveram muito felizes. As três velhas eram as "alminhas," agradecidas pela devoção da moça.


Irmãos Grimm

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Jogos e brincadeiras na Educação Infantil

Tinta Cristal

Essa tinta tem como base de coloração a anilina, por isso os tons obtidos são muito vivos e encantam as crianças: 
1 parte de farinha
1 parte de sal
1 parte de água.

Misture os três ingredientes e separe essa "massa" em alguns potes. Coloque em cada um algumas gotas de anilina de cores diferentes. Misture bem.
Para pintar com essa tinta, é necessário que se use pincéis médios a grossos para que cada pincelada tenha todos os "ingredientes".


O Pulo do Sapo

Marcar no pátio as linhas de partida e chegada. Ao sinal dado, os participantes, em posição de sapo (de cócoras), devem sair pulando até a linha de chegada. Vence aquele que chegar primeiro.

Imitando Tartaruga

Escolhem-se quatro jogadores para serem os pegadores. Os jogadores, para evitar serem apanhados, deitam-se de costas no chão, com os braços e pernas para cima imitando uma tartaruga. Quando estiverem na posição da tartaruga, não poderão ser apanhados. Termina a brincadeira quando todas as crianças forem pegas.

Corrida ao Contrário

Traçam-se duas linhas a uma distância de 10m (sendo uma o ponto de chegada e a outra o de partida). Ao sinal dado, todos os participantes estarão de costas e iniciarão uma corrida. O participante que chegar primeiro deverá voltar correndo de frente até o ponto de partida. Quem chegar primeiro será o vencedor.

Corrida do Cachorrinho

Marcar um ponto de partida e outro de chegada. Os participantes devem imitar a posição de cachorro, alinhando-se na partida. Ao sinal, saem depressa em direção à linha de chegada. Quem chegar primeiro será o vencedor.

Corrida de Dois

As crianças dão as mãos e não podem se soltar. E assim correm, pulando até a linha de chegada. Vencem os dois que primeiro atingirem a linha de chegada.

O Caçador Esperto

Riscam-se dois círculos para colocar os animais: as raposas e os coelhos (dois times com número igual de participantes). No centro, entre os dois círculos, risca-se também um triângulo, onde ficará o caçador. Os animais dos dois times chegam bem perto do caçador. Os que forem pegos pelo caçador passam a ser caçadores nas próximas jogadas, devendo ficar junto ao caçador, dentro do triângulo. A brincadeira continua e no final o time que tiver mais participantes será o vencedor.

Atenção Olha o Caçador!

As crianças serão separadas em grupos de diferentes animais. Deve haver vários de cada classe, por exemplo: ursos, macacos, coelhos, etc. Desenhar dois círculos em cantos opostos. Uma das crianças será o caçador, ficando entre os dois círculos; o resto dos animais, em outro círculo. O caçador chama o nome de um dos animais e todos os que representam esse animal deverão correr pelo lado oposto. O caçador os perseguirá e, se conseguir, pegar alguém antes que chegue ao círculo, este trocará de lugar com o caçador.

Pique com Bola

Formar um círculo com todas as crianças, com espaço entre elas. Uma será escolhida para ficar no meio do círculo com uma bola. Dado o sinal, a criança jogará a bola para qualquer colega e em seguida sairá do seu lugar. Este toma a bola, corre para o centro do círculo e continua a brincadeira.

Balões voadores

As crianças estarão uma ao lado da outra sobre uma linha marcada no chão. Cada uma receberá um balão de borracha, enchendo-o de ar o máximo possível, segurando com o dedo para não esvaziar. Quando o professor gritar, as crianças devem soltar os balões que voarão e girarão de diversas formas. Será vencedor o dono do balão que cair o mais longe da linha marcada.

Voa, não voa...

As crianças estarão assentadas em círculo. O professor falará o nome de uma ave, e as crianças deverão mover os braços e as mãos como se estivessem voando. Quando o professor falar o nome de algo que não voa, as crianças deverão ficar com os braços e mãos imobilizados. Quem errar sai da brincadeira ou paga uma prenda. Ex: “Borboleta voa? (Todos imitarão o vôo.) Jacaré voa? (Todos deverão ficar imóveis)”.
Ursinho
O que a criança fizer com o bichinho de pelúcia terá de fazer com o colega.

- IDADE: A partir de cinco anos.
- O QUE DESENVOLVE: Socialização e afeto.
- MATERIAL: Um ursinho de pelúcia.
- ORGANIZAÇÃO Professor e alunos ficam em pé, em círculo.
- COMO BRINCAR O ursinho passa de mão em mão. Cada criança deve fazer alguma coisa com ele. Por exemplo: beijar, abraçar, fazer cócegas. Não vale repetir nem agredir. Assim que todos terminarem, explique que cada um terá de fazer o que fez com o ursinho com o colega da direita. Se um aluno jogou o ursinho para cima, apenas simula fazer o pode ser incrementada se cada grupo receber uma tarefa. Por exemplo: “Os que estão de camiseta branca devem colocar sobre a minha mesa uma agenda de telefones”. Essa brincadeira também pode ser feita para determinar a formação de grupos para trabalhos escolares. A atividade dura enquanto a turma tiver interesse.

Corrida do barbante

As crianças se enrolam num longo fio. Quando todas estiverem unidas, é hora de desenrolar.

-IDADE: A partir de seis anos.
-O QUE DESENVOLVE: Agilidade de movimentos, atenção, concentração e espírito de equipe.
- MATERIAL: Rolos de barbante.
- ORGANIZAÇÃO Todos sentados em suas carteiras arrumadas em fileiras. O ideal é ter o mesmo número de participantes em cada fila.
- COMO BRINCAR O primeiro de cada fileira recebe um rolo de barbante. Quando você der o sinal, ele se levanta, enrola o cordão duas vezes em volta da cintura, entrega o rolo ao colega de trás e se senta. O segundo pega o carretel se levanta e faz o mesmo. Assim que o último termina de se enrolar, inicia o movimento contrário: desenrola o cordão da cintura, enrola a linha no rolo e passa para o colega da frente. A brincadeira segue até que todos estejam desenrolados. Vence a equipe que colocar primeiro o rolo arrumado sobre a sua mesa.

Canto vencedor

Quem ganha é um dos cantos da classe, em que estão reunidos vários objetos.
- IDADE: A partir de seis anos.
- O QUE DESENVOLVE: Cooperação e percepção visual.
- MATERIAL: Objetos da sala de aula.
- ORGANIZAÇÃO: As crianças ficam todas no centro da sala.


- COMO BRINCAR: Afaste mesas e cadeiras e delimite um quadrado ou um círculo no meio da sala, onde as crianças devem ficar. Distribua aleatoriamente em cada canto pastas, papéis, mapas, livros e outros materiais utilizados no dia-a-dia. Escolha uma letra do alfabeto e peça para a turma procurar coisas cujo nome inicie com essa letra e trazer para você. Vence o canto que tiver a maior quantidade de objetos pedidos. É importante que você saiba em qual canto cada objeto estava colocado, pois só assim será possível determinar o vencedor. Depois de algumas rodadas, peça aos alunos para saírem e redistribua os materiais pelos cantos. Quando eles voltarem, levarão mais tempo para encontrar o que você pediu. Se o grupo for grande, forme equipes. No final da brincadeira, peça ajuda à turma para arrumar a sala.

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