quinta-feira, 30 de junho de 2016

Carimbando o sete.

Reproduzir uma imagem é uma atividade muito atraente para crianças e adultos. Existem inúmeras técnicas que possibilitam ao adulto copiar seus desenhos. No caso das crianças, porém, elas são restritas devido ao perigo das ferramentas empregadas. No entanto, há uma técnica bastante fácil que permite aos pequenos imprimir seus desenhos inúmeras vezes e em cores diferentes. As bandejas de frios comprados em supermercados servem de matriz. Confira como fazer!


Para o desenho

  Separe algumas bandejas de isopor e recorte as bordas, deixando-as planas como uma folha de papel.
  Ofereça às crianças palitos de dente ou espetinhos de churrasco para desenhar. Eles serão utilizados como se fossem lápis. Caso a criança não consiga desenhar com o palito, ofereça um lápis com ponta grossa.
  O desenho deve ser calcado nas pranchas de isopor.


Prepare a tinta

  Dilua um pouco de guache em pouca água.
  Coloque uma boa porção da tinta sobre um pedaço de vidro ou no fundo de um pirex grande e espalhe com o rolo de espuma como se estivesse pintando.


Para a impressão

  Quando o desenho estiver pronto, passe o rolo de tinta com guache sobre a prancha de isopor cobrindo-a por inteiro.
  Coloque uma folha de papel sobre a prancha e pressione com as mãos. Certifique-se de que a folha inteira recebeu a tinta.
  Retire a folha. A cópia está pronta!
  Para fazer outras cópias repita o processo. Se quiser mudar de cor, lave antes a bandeja de isopor. 

Atenção: devido à fragilidade do material não é possível fazer muitas cópias, pois os sulcos do isopor tendem a entupir com a tinta, sumindo com o desenho.


Você vai precisar

  Palitos de dente
  Palitos de churrasco
  Rolo pequeno de espuma
  Bandejas de isopor
  Tinta guache de diversas cores
  Pedaço de vidro ou um pirex grande




segunda-feira, 27 de junho de 2016

Características dos contos


Na tradição oral, as histórias compiladas não eram destinadas ao público infantil e sim aos adultos. Foram os irmãos Grimm que as dedicaram às crianças por sua temática mágica e maravilhosa. Fundiram, assim, esses dois universos: o popular e o infantil. O título escolhido para a coletânea já evidencia uma proposta educativa. Alguns temas considerados mais cruéis ou imorais foram descartados do manuscrito de 1810.
O Romantismo trouxe ao mundo um sentido mais humanitário. Assim, a violência presente nos contos de Charles Perrault, cede lugar a um humanismo, onde se destaca o sentido do maravilhoso da vida. Perpassam pelas histórias, de forma suave, duas temáticas em especial: a solidariedade e o amor ao próximo. A despeito dos aspectos negativos que continuam presentes nessas histórias, o que predomina, sempre são a esperança e a confiança na vida. É possível observar essa diferença, confrontando-se os finais da história de Chapeuzinho Vermelho em Perrault, que termina com o lobo devorando a menina e a avó, e em Grimm, onde o caçador abre a barriga do lobo, deixando que as duas fiquem vivas e felizes enquanto o lobo morria com a barriga cheia de pedras que o caçador ali colocou.

Os Contos de Grimm não são propriamente contos de fadas, distribuindo-se em:

1.Contos de encantamento (histórias que apresentam metamorfoses, ou transformações, a maioria por encantamento);
2.Contos maravilhosos (histórias que apresentam o elemento mágico, sobrenatural, integrado naturalmente nas situações apresentadas);
3.Fábulas (histórias vividas por animais);
4.Lendas (histórias ligadas ao princípio dos tempos ou da comunidade e onde o mágico aparece como "milagre" ligado a uma divindade);
5.Contos de enigma ou mistério (histórias que têm como eixo um enigma a ser desvendado);
6.Contos jocosos (humorísticos ou divertidos).

A característica básica de tais narrativas (qualquer que seja sua espécie literária) é a de apresentar uma problemática simples, um só núcleo dramático. A repetição, ou reiteração, juntamente com a simplicidade de problemática e da estrutura narrativa, é outro elemento constitutivo básico dos contos populares. Da mesma forma que a simplicidade da mente popular, ou da infantil, repudia as estruturas narrativas complexas (devido à dificuldade de compreensão imediata que elas apresentam), também se desinteressam da matéria literária que apresente excessiva variedade, ou novidades que alterem continuamente as estruturas básicas já conhecidas.
Essa reiteração dos mesmos esquemas na literatura popular-infantil vai, pois, ao encontro da exigência interior de seus leitores: apreciarem a repetição de situações conhecidas, porque isso permite o prazer de conhecer, por antecipação, tudo o que vai acontecer na história. E mais, dominando, a priori, a marcha dos acontecimentos, o leitor sente-se seguro interiormente. É como se pudesse dominar a vida que flui e lhe escapa.
Vários críticos afirmam serem as histórias dos Grimm incentivadoras do conformismo e da submissão. Ainda assim, a permanência dessas narrativas, oriundas da tradição popular, justifica o destaque conferido a estes autores alemães.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Simpatias para as noites de santo Antônio, são João e são Pedro.


A moça deve apanhar pimentas num pé de pimenteira com os olhos vendados. Caso ela colha pimenta verde, seu noivo será jovem; se for madura, o casamento será com um velho ou viúvo; se a pimenta for de verde para madura, o casamento será com um homem de meia-idade.

Aplicar um jejum forçado a um galo por três dias. À noite, no terreiro iluminado, colocar montículos de milho nos pés de moços e moças, que devem ter formado uma grande roda. Soltar, então, o galo faminto no centro. O montículo de milho escolhido pelo galináceo será daquele(a) que se casará em breve.

Passar descalço sobre as brasas da fogueira com uma faca nova na mão. A seguir, enfiar a faca numa bananeira. No outro dia, pela manhã, retirá-la e interpretar o desenho, ou melhor, as iniciais do nome da pessoa com quem vai se casar.

Na noite de São João, escrever o nome de quatro pretendentes em cada ponta do lençol e dar um nó em cada uma delas. De manhã, o nó que estiver desmanchado tem o nome daquele com quem a pessoa vai se casar.

No dia de São João, perguntar o nome do primeiro mendigo que lhe pedir esmolas. Esse será o nome do futuro cônjuge.

Na noite de São João, encher uma bacia com água e ir com ela para a beira da fogueira. Rezar então uma Ave-Maria e, quando terminar, aparecerá na água a sombra do rapaz com quem a moça se casará.

Escrever três nomes em pedaços de papel. Dobrá-los bem e colocar, aleatoriamente, um no fogão, outro na rua e o último sob o travesseiro. Ao amanhecer, desdobrar o que está sob o travesseiro; esse será o futuro cônjuge.

Na noite de São João, passar um ramo de manjericão na fogueira e jogá-lo no telhado. Se na manhã seguinte ele estiver verde, a pessoa vai se casar com moço. Se estiver murcho, o noivo será velho.

Ainda ao pé da fogueira, segurar um papel branco e passá-lo por cima da fogueira. Sem deixar o papel queimar, girá-lo enquanto se reza uma Salve-Rainha. A fumaça vai desenhar o rosto do futuro marido.

Na noite de 23 de junho, quebrar um ovo dentro de um copo e deixá-lo ao relento. Na manhã seguinte, interpretar o que está desenhado na clara: torre de igreja é casamento (em algumas regiões do Brasil) ou ingresso na vida religiosa (Maranhão); túmulo, caixão de defunto ou rede de defunto significa morte na certa em algumas regiões; em outras, a rede também pode ser interpretada como renda, de que é feito o véu de noiva; significa, portanto, casamento.

Encher uma bacia ou prato virgem com água e levá-la para a beira da fogueira na noite de São João. Acender então uma vela e, enquanto se vai rezando uma Ave-Maria, deixar os pingos da cera caírem na água. Depois é só interpretar a inicial do nome da pessoa com quem vai se casar.

Pôr três pratos sobre uma mesa: um com flores, outro com água e o terceiro com um terço ou rosário. Os candidatos à sorte entram na sala com os olhos vendados e postam-se atrás das cadeiras à frente das quais estão os pratos. As flores significam casamento; o terço, ingresso na vida religiosa; a água, viagem. Esta é uma sorte característica de regiões marítimas ou fluviais.

Quando estiverem soltando um balão, pensar em algo que se deseja. Se ele subir, acontecerá o que se pensou; caso se incendeie, certamente o ?sorteiro? ficará solteiro.

Prender uma fita no travesseiro e rezar para São João. No outro dia, se ela aparecer solta é porque a pessoa vai se casar.

Numa bacia com água, colocar duas agulhas. Se elas se juntarem, é sinal de que a pessoa deve se casar em breve.

Às 6 da tarde da véspera de São João, pôr um cravo num copo com água. Na manhã seguinte, se ele estiver viçoso, é sinal de casamento; se estiver murcho, nada de casamento.

Para curar verrugas, passar sobre elas o primeiro ramo que encontrar ao clarear o dia de São João.

À meia-noite de São João, aquele que não enxergar sua imagem completa no rio morrerá logo. Quem enxergar seu corpo apenas pela metade morrerá no decorrer do ano.


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Mógli


Esta é a história de Mógli, um menino encontrado na selva por Baguera, a pantera, e criado por uma família de lobos. Mógli aprendeu a viver entre os animais e a se defender na selva.
Jângal Khan, o tigre, odiava os homens e decidiu liquidar Mógli antes que ele crescesse. Para protegê-lo, Baguera resolveu leva-lo de volta para a aldeia dos homens.
A princípio Mógli pensou que Baguera estivesse passeando com ele pela floresta, como sempre fazia. Mas, quando Baguera contou-lhe para onde iam, Mógli protestou: “Não! Eu quero ficar na selva!”
Ao subir numa árvore para passar a noite, Mógli e Baguera encontraram Casca. A feroz serpente tentou hipnotiza-los com seu olhar, mas Mógli deu um nó em sua cauda, amarrando-a na árvore.
Não muito distante dali, Jângal Khan esperava o momento de pegar sua vítima, o indefeso filhotinho de homem.
A selva era muito perigosa para Mógli. Contudo, ele não queria ir embora.
De madrugada apareceu a patrulha de elefantes, comandada pelo Coronel Tóti. Mógli pôs-se a marchar ao lado deles, mas o Coronel Tóti protestou: “Não quero um filhote de homem com elefantes!”
Baguera explicou ao Coronel que ia levar Mógli para a aldeia dos homens. Mógli não queria ir.
Baguera insistiu:”Vamos, Mógli, antes que algo pior aconteça”.
Mógli não quis ouvir os conselhos de Baguera e correu sozinho pela floresta. Mas não ficou sozinho por muito tempo. Logo fez amizade com um urso muito alegre chamado Balu.
Daí a pouco Balu e Mógli desceram o rio. Balu boiava de costas e Mógli ia empoleirado em sua gorda barriga, sem se molhar.
De repente Mógli foi arrebatado ao topo das árvores. Um bando de macacos tinha descido até um galho pendente e daí o agarraram.
Os macacos levaram Mógli às ruínas de um antigo templo. Lá o rei dos macacos estava comendo bananas. Esperava ansioso para ver o prisioneiro.
“Conte-me o segredo da flor vermelha dos homens!” , disse o Rei Lu. Mas Mógli não sabia fazer fogo. Não poderia revelar o segredo ao rei, mesmo que disso dependesse sua vida.
Felizmente Balu e Baguera chegaram justamente quando o Rei Lu começava a enfurecer-se. Depressa eles arranjaram um meio de salvar Mógli.
Balu disfarçou de macaca, mas o Rei Lu não se deixou enganar por muito tempo. Houve uma feroz perseguição e uma grande luta. A confusão foi tamanha, que o templo foi derrubado. Os três amigos conseguiram escapar, aproveitando a desordem estabelecida no meio dos macacos.
Já bem longe dali, Balu acomodou Mógli para dormir, em uma caminha de folhas. Mas Baguera estava preocupado. Sabia que Jângal Kahan espreitava, aguardando o momento para pegar Mógli.
Balu e Baguera procuram convencer Mógli de que haveria ainda maiores perigos na selva. Balu tentou leva-lo para a aldeia, mas Mógli desapareceu na selva, fugindo dos amigos.
Andando sem parar, Mógli chegou a um lugar onde só havia urubus. Muito assanhados com a presença do menino, os urubus perguntaram-lhe se não tinha amigos. Mógli respondeu:
“Não tenho. Ninguém quer saber de mim!”
Enquanto os urubus cantavam para alegrá-lo, oferecendo-lhe sua amizade, chegou Jângal Kahan!
“Obrigado por segurarem minha vítima”, disse o tigre.
Os urubus, assustados, fugiram gritando para Mógli que corresse. Mas Mógli não deu um passo.
O tigre ficou furioso quando Mógli mostrou que não tinha medo dele. Arreganhou os dentes e saltou sobre o menino.
Mas Jângal Kahan caiu de nariz no chão, porque Balu o tinha agarrado pela cauda. O grande urso chegara na hora exata!
Começou uma terrível luta entre Balu e o tigre.
De repente desabou uma tempestade. Caiu um raio e uma árvore ali perto pegou fogo. Mógli viu nisso um meio de salvar Balu. Ele sabia que a única coisa que o tigre temia era o fogo.
Mógli pegou um galho em chama e ameaçou o tigre. O fogo assustou tanto Jângal Khan, que ele fugiu apavorado. “Nunca mais o veremos por aqui”, suspirou Baguera com alívio.
Mógli, Baguera e Balu continuaram caminhando pela selva, até que Mógli viu algo que nunca tinha visto antes: uma menina. Ela estava pegando água num riacho perto da aldeia dos homens.

Mógli foi ajudá-la. Balu e Baguera viram quando ele seguiu com ela para a aldeia dos homens. E ficaram contentes, porque agora Mógli ia viver no lugar ao qual realmente pertencia.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

A importância do Lúdico na Educação Infantil



Muitos pesquisadores denominam o século XXI como o século da ludicidade, vivemos em tempos em que diversão, lazer, entreterimento apresentam-se como condições muito perquiridas pela sociedade. E por torna-se a dimensão lúdica alvo de tantas atenções e desejos, faz-se necessariamente e fundamental resgatarmos a sua essência.

Viver ludicamente significa uma forma de intervenção no mundo, indica que não apenas estamos inseridos no mundo, mas, sobretudo, que somos parte desse conhecimento prático e que essas reflexões são as nossas ferramentas para exercermos um protagonismo lúdico e ativo.

O lúdico refere-se a uma dimensão humana que os sentimentos de liberdade de ação abrangem atividades despretensiosas, descontraídas e desobrigadas de toda e qualquer espécie de intencionalidade alheia, é livre de pressões e avaliações. Caillois (1986) afirma que o caráter gratuito presente na atividade lúdica é a características que mais a deixa desacreditada diante da sociedade moderna. Entretanto, enfatizar que é graças a essas características que o sujeito se entrega à atividade despreocupante.

Assim, o jogo, a brincadeira, o lazer enquanto atividades livres, gratuitas são protótipos daquilo que representa as atividades lúdicas, que se reduziram apenas em atividades infantis. Freinet (1998) denomina "práticas lúdicas fundamentais" como o não exercício específico de alguma atividade, pois, ele acredita que qualquer atividade pode se corrompida nas suas essências, dependendo do uso que se faz dela.
Logo, na atividade lúdica o que importa não é apenas o produto da atividade, o que dela resulta, mas a própria ação, o momento vivido. Possibilita a quem a vivência, momentos de encontro consigo e com o outro, momentos de fantasia e de realidade, de resignificação e percepção, momentos de autoconhecimento e conhecimento do outro, de cuidar de si e olhar para o outro, momento de vida.

Pois, uma aula com características lúdicas não precisa ter jogos ou brinquedos. o que traz ludicidade para a sala de aula é muito mais uma "atitude" lúdica do educador e dos educandos. Assumir essa postura implica sensibilidade, envolvimento, uma mudança interna, e não apenas externa, implica não somente uma mudança cognitiva, mas, principalmente, uma mudança afetiva. a ludicidade exige uma predisposição interna, o que não se adquire apenas com a aquisição de conceitos, de conhecimentos, embora estes sejam muito importantes.

De acordo com Oliveira (1990), "as atividades lúdicas são a essência da infância". Por isso, foi preciso que houvesse uma profunda mudança da imagem da criança na sociedade para que se pudesse associar uma visão positiva a suas atividades espontâneas, sugerindo como decorrência à valorização dos jogos e brinquedos.


Enfim, brincar é uma necessidade básica assim como é a nutrição, a saúde, a habitação e a educação. Brincar ajuda a criança no seu desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e social, pois, através das atividades lúdicas, a criança forma conceitos, relaciona ideias, estabelece relações lógicas, desenvolve a expressão oral e corporal, reforça habilidades sociais, reduz a agressividade, integra-se na sociedade e constrói seu próprio conhecimento.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Suco de Maracujá com Laranja






Ingredientes

4 laranjas
1 maracujá maduro

Modo de fazer
Esprema a laranja, depois coe para retirar as sementes. Reserve.


Corte o maracujá ao meio e retire a polpa. Bata no liquidificador com o suco das laranjas até que
separe as sementes. Coe em uma peneira fina. Sirva com pedras de gelo.

Dica:
Se quiser que fique com espuminha, bata mais um pouco.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Hora da chamada

 Objetivos:

• Realizar a leitura do próprio nome e do de alguns colegas.
• Reconhecer as letras.
• Escrever o próprio nome.

Tempo estimado
Até que todos aprendam a escrever seu nome e reconhecer o dos colegas.

Material necessário
Caixa de sapato, cartaz de pregas, fichas com o nome das crianças, alfabeto (com letras maiúsculas minúsculas  e de forma)

Desenvolvimento

1ª ETAPA
Coloque as fichas com os nomes na caixa. Organize os pequenos em roda e explique que são os nomes deles que estão nas fichas. Lance o desafio: "Vamos descobrir quem veio e quem não veio?" Pegue uma ficha e incentive-os a ler. Quando o nome for identificado, a criança prega a plaquinha no cartaz.

2ª ETAPA
Incentive as crianças a arriscar a primeira letra. Avance para as outras usando como referência o nome de outros colegas. Por exemplo, se na ficha estiver grafado "Amanda", conduza a discussão indicando que a palavra começa com o mesmo A de "Ana" e de "Amélia".

3ª ETAPA
Utilize estratégias para diversificar a atividade. Para alguns nomes terminados em A e O, revele a última letra e pergunte: "É de menino ou de menina?" Para nomes parecidos - Rodrigo e Rogério, por exemplo -, revele as duas primeiras letras e vá explorando as diferenças no resto da palavra. Em outros, como Maria e Mariana, é possível ainda comparar os diferentes tamanhos dos dois.

4ª ETAPA
Após a leitura, distribua a cada um a ficha com seu nome. Peça que todos reproduzam o que está escrito com o alfabeto móvel. O processo deve ser auxiliado com questionamentos: "Tem certeza de que é essa letra?" ou "A letra está do ‘lado’ correto?" Observe as crianças que não precisam mais do modelo na hora de escrever.

5ª ETAPA
Proponha que as crianças escrevam o próprio nome em seus desenhos e outras atividades. Sempre que houver confusões entre letras parecidas (o S e o Z, por exemplo), oriente os pequenos a consultar o alfabeto fixo acima do quadro para tirar dúvidas.


Avaliação
Durante toda a atividade, observe as muitas tentativas de escrita. Contemple a diversidade da classe. Para estimular quem já aprendeu a escrever o nome, proponha que passe para o nome de um colega - com ou sem o auxílio das fichas, dependendo do caso.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

A CASA

 ERA  UMA  CASA
 MUITO  ENGRAÇADA
 NÃO  TINHA  TETO
 NÃO  TINHA  NADA

 NINGUÉM  PODIA
 ENTRAR  NELA  NÃO
 PORQUE  NA  CASA 
 NÃO  TINHA  CHÃO

 NINGUÉM  PODIA 
 DORMIR  NA  REDE
 PORQUE  NA  CASA 
 NÃO  TINHA  PAREDE

 NINGUÉM  PODIA
 FAZER  PIPI
 PORQUE  PENICO
 NÃO  TINHA  ALI

 MAS  ERA  FEITA
 COM  MUITO  ESMERO
 NA  RUA  DOS  BOBOS

 NÚMERO  ZERO

VINICIUS DE MORAES

domingo, 5 de junho de 2016

O pobre cocozinho



Rosane Pamplona

Era uma vez um cocô. Um cocozinho feio e fedidinho, jogado no pasto de uma fazenda. Coitado do cocô! Desde que veio ao mundo, ele vinha tentando conversar com alguém, fazer amigos, mas quem passava por ali não queria saber dele:

- Hum! Que coisa fedida! – diziam as crianças.
- Cuidado! Não encostem na sujeira! – avisavam os adultos.
E o cocozinho, sozinho, passava o tempo cantando, triste:

Sou um pobre cocozinho
Tão feinho, fedidinho
Eu não sirvo para nada
Ninguém quer saber de mim...

De vez em quando ele via uma criança e torcia para que ela chegasse perto dele, mas era sempre a mesma coisa:

- Olha a porcaria! – repetiam todos.
- Não restava nada para o cocô fazer, a não ser cantar baixinho:

Sou um pobre cocozinho
Tão feinho, fedidinho...

Um dia viu que um homem se aproximava. Já imaginando o que ia acontecer, o cocozinho se encolheu. “Mais um que vai me xingar”, pensou. Mas... Oh! Surpresa! O homem foi chegando, abrindo um sorriso, e seu rosto se iluminou:

- Mas que maravilha! Que belo cocô! Era exatamente disso que eu precisava.

O cocô nem acreditava no que estava ouvindo. Maravilha, ele? Precisando?
Aquele homem deveria ser maluco!
Pois aquele homem não era maluco, não. Era um jardineiro.
E, usando uma pá, com todo o cuidado, ele levou o cocozinho para um lindo jardim.

Ali, acomodou-o na terra, ao pé de uma roseira. E, depois de alguns dias, o cocozinho percebeu, feliz e orgulhoso, que, graças a sua força, a roseira tinha feito brotar uma magnífica rosa vermelha, bela e perfumada.

Nova Escola Especial – Fundação Victor Civita – vol. 4 – abril/2007

quarta-feira, 1 de junho de 2016

A Borboleta Dourada

    De tempos em tempos as borboletas se reuniam no bosque para conversarem, trocarem ideias e se conhecerem melhor. As borboletas novas se apresentavam à comunidade e as mais velhas as admiravam por sua beleza e as animavam para o trabalho junto às flores. Todas tinham a missão de espalhar o pólen e assim levar a beleza a toda parte: às matas, às florestas, aos bosques e aos jardins. Sentado à porta de sua casa, um velho gafanhoto observava a passagem das borboletas.

          Todas o cumprimentavam respeitosamente, pois o velho gafanhoto era tido e realmente era um grande sábio.

          Até que, se aproximou dele uma borboletinha bem jovem, inexperiente, e, diga-se de passagem, bastante sem graça...

          - Bom dia, senhor Gafanhoto! – disse ela timidamente.

          - Bom dia! – respondeu o gafanhoto – Vai à reunião das borboletas pela primeira vez?

          - É isso aí! – falou a borboleta insegura – E estou um pouco preocupada... Será que vão gostar de mim?

          Diga com franqueza: você não me acha meio feiosa, minha cor não ajuda e as minhas asas são grandes demais?

          - Não! – respondeu o velho gafanhoto - Cada um é como é! E a aparência das coisas não é muito importante.

          Cada um se faz bonito ou feio. – acrescentou o gafanhoto com bondade.

          Na reunião todas conversavam entre si alegremente. Riam e brincavam, mas nem olhavam para a borboleta dourada. Era como se ela não existisse. Foi a última a deixar a reunião, na esperança de que alguém ainda a visse e falasse com ela. Mas nada!

          Ninguém a enxergou ninguém reparou nela.

          Quando na volta para casa, passou novamente pela casa do velho e sábio gafanhoto e ele perguntou:

          - Olá borboletinha, não vem da reunião das borboletas? Então... Que tristeza é essa? Não te trataram bem?

          - Pra ser sincera, nem me viram... Ninguém me notou na reunião.

          - Ora borboleta, espera aí! Você não é feia como pensa! Falta-lhe um pouquinho de charme... Talvez... Mais isso não é difícil conseguir. Se quiser ouvir os meus conselhos...

         -Ah, senhor gafanhoto! Seria um favor! Eu sei, os seus conselhos são maravilhosos! O senhor já ajudou muita gente a ser feliz!

         - Em primeiro lugar, quero saber por que você não usa uma das armas mais poderosas que todos nós possuímos para ser felizes: O SORRISO!

         - O sorriso? – perguntou a borboleta espantada.

         - Sim, o sorriso ilumina o nosso rosto! Faz a alegria sair de dentro do coração da gente e se espalhar, deixando todos em volta de nós, muito alegres!

         - Mas como vou sorrir se eu não estou alegre?

         - Ora Borboletinha! Neste mundo não existe ninguém que não tenha um motivo para ficar alegre! É só procurar! Você não acha maravilhoso o fato de poder voar?

         - Ah! Isso eu acho mesmo! É legal demais voar por cima de tudo! Fazer piruetas, pousar em qualquer lugar, ir para qualquer parte... É claro! Voar é muito bom mesmo.

         - O seu trabalho não é espalhar o pólen das flores para multiplicá-las por toda parte?

         - É exatamente esse o meu trabalho!

         - Espalhar a beleza por onde passa será esse um trabalho qualquer? Não é maravilhoso fazer isso?

         - Pra falar com franqueza, não reparo. Faço o meu trabalho por obrigação!

         - Repare então criatura! – tornou a insistir o gafanhoto – Verá que beleza existe em volta de você! Experimente sorrir, seu sorriso será um grande aliado. Pois todo mundo gosta de um belo sorriso! Procure também, fazer as coisas por amor, e não por obrigação!

           A borboleta animada agradeceu os conselhos e voou confiante e esperançosa.

Feliz, ela vinha observando a beleza do pôr-do-sol e o vento a brincar com a folhagem das árvores.

         - Coisa linda! – pensou – Esse lugar onde moro é realmente uma beleza!

De repente notou que estava sorrindo e sentiu esse sorriso vir do fundo do seu coração.

            Estava assim, distraída quando ouviu uma vozinha muito fraca a chamá-la:

         - Olá... Borboletinha! Você parece ser tão boa. Poderia ajudar-me? Estou coberta de areia e não consigo livrar-me dela. Você não dará um jeitinho?

           Era uma formiguinha já quase sem fôlego a se debater na areia.

         - Pois não! – Falou a borboletinha aflita descendo imediatamente para bem perto dela.

         – Estou aqui para ajudá-la!

         - Vi o seu sorriso tão bonito por isso me animei a pedir ajuda. Quem sorri como você, só pode ter um coração cheinho de coisas boas!

          Essas palavras da formiga foram as mais lindas ouvidas pela borboleta até aquele dia, e jamais se sentira tão feliz!

          Em sua grande alegria a borboleta teve um desejo enorme de cantar e dançar numa revoada de felicidade.

          Um besourinho ao passar ao seu lado voando também, falou:

        - Como você dança bem! E é linda sabia?

        - Obrigada! – respondeu a borboleta meio sem jeito, pois nunca havia sido elogiada antes – Suas asas também são muito bonitas sabe? Cada um é bonito ao seu jeito!

          E lá se foi o besourinho alegremente a dançar também, feliz com as palavras da borboleta.

          Daí por diante, começou a observar tudo: a relva, as árvores, o céu, as nuvens, a brisa, a chuva, as montanhas ao longe...

          Nada mais escapava de sua vista e tudo era importante pra ela.

          Encantada, olhava as flores, reparava na beleza de cada uma, conversava com elas e, sem querer, passou a fazer o seu trabalho de todos os dias com um amor enorme brotando em seu coração.

        - É incrível mesmo, a diferença de quando se faz tudo com amor!

          O tempo foi passando e a borboleta era cada vez mais feliz, pois por onde passava sentia como era querida. Todos a festejavam e a olhavam com grande simpatia. Todo mundo queria conversar, dançar e brincar com essa borboletinha tão gentil, sempre a sorrir para todos.

          A sua tarefa diária a borboleta passou a fazê-la muito melhor! É claro! Agora fazia com amor! Afinal, chegou o dia da nova reunião das borboletas.

          Muito alegre ela recebeu a notícia. Na data marcada, saiu de casa mais cedo. Queria passar pela casa do gafanhoto antes da reunião, pois desejava agradecer-lhe pessoalmente os conselhos preciosos e quase mágicos. Como algumas poucas palavras boas podem ajudar tanto!

          A chegada da borboleta à reunião foi sensacional! Todas pararam para admirá-la.

         -Mas que borboleta linda!- diziam.

         - É dourada!... Venham ver!

         - Parece luminosa! Você é super legal!

          Todas a rodearam alegremente, e perguntaram:

         - Você é uma das novas, não é? É a primeira vez que vem aqui?

         - Não! –respondeu ela - Já estive aqui na reunião passada, mas ninguém me notou!

         - Não é possível! Você é linda demais! É uma borboleta dourada! Sabe lá o que é ser uma borboleta dourada? Ninguém deixaria de vê-la!

         –Essa é uma história muito comprida... Qualquer dia eu conto a vocês. Agora quero me apresentar a todas as borboletas, quero conhecer todas as minhas irmãs, conversar com elas e se muito amiga da comunidade das borboletas. À tardinha, depois de sair da reunião, passou novamente pela casa do velho gafanhoto. Desta vez queria fazer-lhe uma pergunta:

         - Senhor gafanhoto, diga-me uma coisa: eu mudei de cor?

         - Não borboletinha, a sua cor é a mesma...

         – Por que então me chamam de borboleta dourada?

         - Mas você é uma borboleta dourada! Sempre foi... Apenas a sua beleza estava escondida.

         - Agora você reflete o seu interior! E é dele que vem a verdadeira beleza: A que sai do coração e se reflete em todo o ser!

         - Por isso você está luminosa e linda!

         - Você agora, é a borboleta dourada mais linda que eu já vi em toda a minha vida!

 

Bellah Leite Cordeiro

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O pobre e o rico

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