quarta-feira, 27 de julho de 2016

Atitude suspeita




Luís Fernando Veríssimo

      Sempre me intriga a notícia de que alguém foi preso “em atitude suspeita”. É uma frase cheia de significados. Existiriam atitudes inocentes e atitudes duvidosas diante da vida e das coisas e qualquer um de nós estaria sujeito a, distraidamente, assumir uma atitude que dá cadeia!
- Delegado, prendemos este cidadão em atitude suspeita.
- Ah, um daqueles é? Como era a sua atitude?
- Suspeita.
- Compreendo. Bom trabalho, rapazes. E o que é que ele alega?
- Diz que não estava fazendo nada e protestou contra a prisão.
- Hmm. Suspeitíssimo. Se fosse inocente não teria medo de vir dá explicações.
- Mas eu não tenho o que explicar! Sou inocente!
- É o que todos dizem, meu caro. A sua situação é preta. Temos a ordem de limpar a cidade de pessoas com atitudes suspeitas.
- Mas eu só estava esperando o ônibus!
- Ele fingia que estava esperando um ônibus, delegado. Foi o que despertou a suspeita.
- Ah! Aposto que não havia nem uma parada de ônibus por perto. Como é que explicou isso?
- Havia uma parada sim, delegado. O que confirmou nossa suspeita. Ele obviamente escolheu uma parada de ônibus para fingir que esperava o ônibus sem levantar suspeita.
- E o cara-de-pau ainda se declara inocente! Quer dizer que passava ônibus, passava ônibus e ele ali fingindo que o próximo é que era o dele? A gente vê cada uma…
- Não senhor, delegado. No primeiro ônibus que apareceu ele ia subir, mas nós agarramos ele primeiro.
- Era o meu ônibus, o ônibus que eu pego todos os dias para ir para casa! Sou inocente!
- É a segunda vez que o senhor se declara inocente, o que é muito suspeito. Se é mesmo inocente, por que insistir tanto que é?
- E se eu me declarar culpado, o senhor vai me considerar inocente?
- Claro que não. Nenhum inocente se declara culpado, mas todo culpado se declara inocente. Se o senhor é tão inocente assim, por que estava tentando fugir?
- Fugir, como?
- Fugir no ônibus. Quando foi preso.
- Mas eu não tentava fugir. Era o meu ônibus, o que eu tomo sempre!
- Ora, meu amigo. O senhor pensa que alguém aqui é criança? O senhor estava fingindo que esperava um ônibus, em atitude suspeita, quando suspeitou destes dois agentes da lei ao seu lado. Tentou fugir e…
- Foi isso mesmo. Isso mesmo! Tentei fugir deles.
- Ah, uma confissão!
- Porque eles estavam em atitude suspeita, como o delegado acaba de dizer.
- O quê? Pense bem no que o senhor está dizendo. O senhor acusa estes dois agentes da lei de estarem em atitude suspeita?
- Acuso. Estavam fingindo que esperavam um ônibus e na verdade estavam me vigiando. Suspeitei da atitude deles e tentei fugir!
- Delegado…
- Calem-se! A conversa agora é outra. Como vocês querem que o público nos respeite se nós também andamos por aí em atitude suspeita? Temos que dar o exemplo. O cidadão pode ir embora. Está solto. Quanto a vocês…
- Delegado, com todo o respeito, achamos que esta atitude, mandado soltar um suspeito que confessou está em atitude suspeita, é um pouco…
- Um pouco? Um pouco?
- Suspeita.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Os contos de fadas a partir da psicologia analítica


Para Jung, os seres humanos nascem não apenas com uma herança biológica, mas também com uma herança psicológica. Ambas são determinantes essenciais do comportamento e da postura do indivíduo frente à vida. Assim, a criança já nasce com uma espécie de “estrutura” que molda e canaliza todo seu desenvolvimento e interação com o ambiente.

Essa herança psicológica é o que ele chamou de “inconsciente coletivo”.

O homem primitivo tinha preocupações, anseios e lidava com problemas de forma não muito diferente do homem moderno. Por isso Jung concluiu que esses comportamentos são o esquema básico da psique,

E justamente aí estaria um motivo pelo qual os contos “sobrevivem” por tantos anos. Retratam o ser humano na sua essência, em aspectos que não mudam. Jung (1986, p.22) cita como exemplo a fantasia que a criança ou o adolescente tem de que não é filho de seus pais e sim de alguém rico e importante. Essa fantasia tão presente na vida de qualquer criança, repete aspectos de mitos e histórias bíblicas, como Rômulo e Remo, Moisés, Semíramis. A fantasia do homem moderno no fundo nada mais é que uma repetição de antigas crenças populares (JUNG, 1986, p.22).

Segundo suas idéias, o ser humano tem dois tipos de inconsciente: o pessoal e o coletivo. O inconsciente pessoal consiste de experiências que foram suprimidas, reprimidas, esquecidas, ignoradas ou desenvolvidas durante a vida de um indivíduo.

Já o inconsciente coletivo inclui materiais psíquicos que não provêm da experiência pessoal, é parte da raça humana.

Essa idéia é contrária às de Skinner, por exemplo, que defendia que todo desenvolvimento psicológico vem da experiência pessoal. Portanto, o inconsciente coletivo é constituído não por experiências pessoais e sim por experiências de toda raça humana ao longo de sua evolução, ou seja, é um patrimônio coletivo da espécie humana. Assim, o conteúdo do inconsciente coletivo é o mesmo em qualquer lugar e em qualquer época, não varia de pessoa para pessoa, não pertence a ninguém.

Ele não é desenvolvido individualmente. É um conjunto de sentimentos, pensamentos e lembranças compartilhadas por toda a humanidade.

O inconsciente coletivo é um reservatório de imagens latentes, chamadas de arquétipos ou imagens primordiais, que cada pessoa herda de seus ancestrais.

A pessoa não se lembra das imagens de forma consciente, porém, herda uma predisposição para reagir ao mundo da forma que seus ancestrais faziam. Sendo assim, essa teoria estabelece que o ser humano nasce com muitas predisposições para pensar, entender e agir de certas formas. O inconsciente coletivo pode ser definido como um depósito de traços de memória herdados do passado ancestral do homem.

Como já citamos, os conteúdos do inconsciente coletivo são os “arquétipos” (estruturas psíquicas). Os arquétipos são as formas sem conteúdo próprio que servem para organizar ou canalizar o material psicológico. Ou seja, são “formas” sem conteúdos prévios. Como exemplo, podemos citar o arquétipo de mãe. O homem sempre teve mãe, é capaz de reconhecer e reagir a essa figura. Essa capacidade é herdada, é uma potencialidade que o ser humano tem por conta das experiências dos seus antepassados. No entanto, os arquétipos são como já dissemos, como formas sem conteúdo, esse conteúdo dependerá das relações que o indivíduo estabelecer durante sua vida.

Os arquétipos estão presentes em temas mitológicos que reaparecem em contos de fadas e lendas populares de épocas e culturas diferentes. Os mesmos temas podem ser encontrados em sonhos e fantasias de muitos indivíduos.

Segundo Jung (1986), os arquétipos, como elementos estruturais e formadores do inconsciente, dão origem tanto às fantasias individuais quanto às mitologias de um povo.

A história de Édipo é um exemplo de um arquétipo. É um motivo tanto mitológico quanto psicológico, uma situação arquetípica que lida com o relacionamento do filho com seus pais.

As imagens dos arquétipos podem variar em detalhes de povo para povo, de pessoa para pessoa, no entanto, sem perder sua configuração original. Por exemplo, o arquétipo de mãe inclui não somente a imagem real de mãe de cada indivíduo, mas também todas as figuras de mãe, figuras nutridoras. O arquétipo materno inclui aspectos positivos e negativos, como a mãe ameaçadora, dominadora e sufocadora. Na Idade Média, por exemplo, este aspecto do arquétipo estava cristalizado na imagem da velha bruxa.

Os arquétipos estão nos mitos e contos de fadas, mas não são reconhecidos e entendidos conscientemente, nem racionalmente. Isso porque não fazem parte do mundo da razão e sim do inconsciente da humanidade.

De acordo com Jung (1986), o inconsciente se expressa primariamente através de símbolos. Embora nenhum símbolo concreto possa representar de forma plena um arquétipo, quanto mais um símbolo se harmonizar com o material inconsciente organizado ao redor de um arquétipo, mais ele evocará uma resposta intensa e emocionalmente carregada.

Além dos símbolos encontrados em sonhos ou fantasias de um indivíduo, há também símbolos coletivos importantes.

O símbolo representa a situação psíquica do indivíduo num dado momento. O símbolo pode ser algo familiar, da vida diária. Uma palavra ou imagem é simbólica quando implica alguma coisa além de seu significado manifesto e imediato. Ou seja, o símbolo tem um aspecto inconsciente mais amplo que não é nunca precisamente definido ou plenamente explicado.

Os contos de fadas, mitos e sonhos são carregados de símbolos, representações de acontecimentos psíquicos. Mas, enquanto os sonhos apresentam-se sobrecarregados de fatores de natureza pessoal, os contos de fadas encenam os dramas da alma com materiais pertencentes em comum a todos os homens.

Nos sonhos também aparecem símbolos que fazem parte do inconsciente coletivo. Esses símbolos são muito antigos e desconhecidos (conscientemente) do homem.

Os contos de fadas têm origem nas camadas profundas do inconsciente, comum à psique de todos os humanos. Pertencem, portanto, ao mundo arquetípico. Por isto seus temas reaparecem de maneira tão evidente e pura nos contos de países os mais distantes, em épocas as mais diferentes, com um mínimo de variações.

Os contos atingem faixas para além do consciente. O homem pressente que ali se espelham acontecimentos em desdobramento no seu próprio e mais profundo íntimo. São essas ressonâncias que fazem o eterno fascínio dos contos de fadas. Para Jung (1986), os contos de fadas expressam a estrutura mais simples, ou o “esqueleto” da psique. Mitos e contos de fadas dão expressão a processos inconscientes e sua narração provoca a revitalização desses processos, reestabelecendo assim a conexão entre consciente e inconsciente.

Jung não considerava cada personagem representante de um ser humano. Mas sim cada personagem um aspecto da mesma pessoa, da mesma personalidade, porque cada personalidade é múltipla (AMARILHA, 2001, p.70).

Para ele, os contos de fadas surgiram a partir de relatos de sonhos de indivíduos em sociedades primitivas. Esses sonhos, ao serem narrados, foram sendo ampliados ou simplificados. Por isso defendia a importância dos contos tanto quanto dos sonhos, pois seriam manifestações diferentes de um mesmo evento interior. Tanto um quanto outro representam a expressão de eventos interiores, de conflitos internos.

É claro que com o tempo, ao serem transmitidos através de tantas gerações, os contos de fadas sofreram muitas alterações, mas manteve sempre sua estrutura arquetípica básica. Assim, os contos de fadas são relatos simbólicos de situações cruciais (AMARILHA, 2001, p.70).

Ainda segundo a psicologia analítica, toda expressão do inconsciente (sonhos, contos) são contribuições e explicações ao que falta ao consciente. As figuras e os acontecimentos presentes ali representam fenômenos psicológicos arquetípicos e sugerem a necessidade de ganhar um estado mais elevado de autoconfiança, uma renovação interna (BETTELHEIM, 2000, p.47).

Na psicologia analítica, há a ideia de “self” (si mesmo). Os self é o ponto central da personalidade em torno do qual todos os outros sistemas se organizam. O self como totalidade psíquica tem um aspecto consciente e um inconsciente. Aparece em sonhos, mitos e contos, na figura de personalidades “superiores” como reis, heróis, profetas, salvadores, etc. ou na figura de símbolos de totalidade como o círculo e o quadrilátero.

Referências Bibliográficas:

AMARILHA, Marly. Estão mortas as fadas? Literatura infantil e pratica pedagógica. Petrópolis. Vozes, 2001.

BETTELHEIM, Bruno. A Psicanálise dos Contos de Fadas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.

JUNG, C, G. O eu e o inconsciente. 5° ed. Petrópolis: Vozes, 1985.


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Declaração dos Direitos das Crianças


Visto que a humanidade deve à criança o melhor de seus esforços,

                Assim a assembleia geral

proclama esta Declaração dos Direitos da Criança, visando que a criança tenha uma infância feliz e possa gozar, em seu próprio benefício e no da sociedade, os direitos e as liberdades aqui enunciados e apela a que os pais, os homens e as mulheres em sua qualidade de indivíduos, e as organizações voluntárias, as autoridades locais e os Governos nacionais reconheçam estes direitos e se empenhem pela sua observância mediante medidas legislativas e de outra natureza, progressivamente instituídas, de conformidade com os seguintes princípios:

PRINCÍPIO 1º

A criança gozará todos os direitos enunciados nesta Declaração. Todas as crianças,  absolutamente sem qualquer exceção, serão credoras destes direitos, sem distinção ou discriminação  por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem  nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, quer sua ou de sua família.

PRINCÍPIO 2º

A criança gozará proteção especial e ser-lhe-ão proporcionadas oportunidade e facilidades,  por lei e por outros meios, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. Na instituição das leis visando este objetivo levar-se-ão em conta sobre tudo, os melhores interesses da criança.

PRINCÍPIO 3º

Desde o nascimento, toda criança terá direito a um nome e a uma  nacionalidade.

PRINCÍPIO 4º

A criança gozará os benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e criar-se com saúde; para isto, tanto à criança como à mãe, serão proporcionados cuidados e proteção especiais, inclusive  adequados cuidados pré e pós-natais. A criança terá direito a alimentação, recreação e assistência  médica  adequadas.

PRINCÍPIO 5º

À criança incapacitada física, mental ou socialmente serão proporcionados o tratamento, a  educação e os cuidados especiais exigidos pela sua condição peculiar.

PRINCÍPIO 6º

Para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, a criança precisa de  amor e compreensão. Criar-se-à, sempre que possível, aos cuidados e sob a responsabilidade dos pais e, em qualquer hipótese, num ambiente de afeto e de segurança moral e material, salvo circunstâncias excepcionais, a criança da tenra idade não será apartada da mãe. À sociedade e às  autoridades públicas caberá a obrigação de propiciar cuidados especiais às crianças sem família e  aquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.

PRINCÍPIO 7º

A criança terá direito a receber educação, que será gratuita e compulsória pelo menos no grau primário.  Ser-lhe-á propiciada uma educação capaz de promover a sua cultura geral e  capacitá-la a, em condições de iguais oportunidades, desenvolver as suas aptidões, sua capacidade   de emitir juízo e seu senso de responsabilidade moral e social, e a tornar-se um membro útil da sociedade.   Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais. A criança terá ampla  oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade  e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.

PRINCÍPIO 8º

A criança figurará, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber proteção e socorro.

PRINCÍPIO 9º

A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração. Não será jamais objeto de tráfico, sob qualquer forma. Não será permitido à criança empregar-se antes  da idade mínima conveniente; de nenhuma forma será levada a ou ser-lhe-á permitido empenhar-se   em qualquer ocupação ou emprego que lhe prejudique a saúde ou a educação ou que interfira em  seu desenvolvimento físico, mental ou moral.

PRINCÍPIO 10º

A criança gozará proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa  ou de qualquer outra natureza. Criar-se-á num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

As meninas.

 

ARABELA
ABRIA A JANELA.

CAROLINA
ERGUIA A CORTINA.

E MARIA
OLHAVA E SORRIA:
"BOM DIA!"

ARABELA
FOI SEMPRE A MAIS BELA.

CAROLINA,
A MAIS SÁBIA MENINA.

E MARIA
APENAS SORRIA:
"BOM DIA!"

PENSAREMOS EM CADA MENINA
QUE
VIVIA NAQUELA JANELA;

UMA QUE SE CHAMAVA ARABELA,
UMA QUE SE CHAMOU CAROLINA.

MAS A PROFUNDA SAUDADE
É MARIA, MARIA, MARIA,

QUE DIZIA COM VOZ DE AMIZADE:
"BOM DIA!"

CECÍLIA MEIRELES

sexta-feira, 1 de julho de 2016

O Pinguim glutão


Existia, numa certa ilha, um pinguim que só sabia comer. Passava o dia pescando e banqueteando-se com as suas presas. Não se importava com os outros pinguins, que ficavam uma boa parte do tempo brincando uns com os outros e fazendo excursões pela ilha. Ele não gostava de fazer essas coisas; dedicava todo o seu tempo e energia a satisfazer o seu enorme apetite devorador.
Os seus pais chamavam-lhe a atenção com freqüência.
- Meu filho, dizia a mãe, por que não vai passear com seus amigos?
- Não, mamãe, estou muito ocupado pescando minha comida, respondia ele.
- Mas, filho, na vida há tempo para tudo, argumentou ela, surpresa.
- Não pense nisso, mamãe. Eu sei o que faço; não se preocupe, disse o pinguim.
Como era inútil discutir com ele, os pais acabaram desistindo.
Numa tarde de primavera, o pinguim encontrou um grupo de amigos seus que faziam acrobacias na neve. Que belos saltos e que graça tinham! Na verdade, possuíam uma invejável agilidade. Então, atraído pela beleza dos exercícios, quis participar deles, sem se lembrar que estava gordo. Por mais que se esforçasse, não conseguiu acompanhar os amigos.
Sem vírgula, sentiu-se infeliz por não poder brincar com os demais. Resolveu mudar de atitude. Procurou um recanto mais afastado da ilha, e ali permaneceu vários dias, comendo com moderação.
Quando regressou a casa, já tinha recuperado o seu peso. E também tinha aprendido uma grande lição: nunca mais voltaria a comer em excesso. Queria ser um pinguim como os outros.


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Em tempos muito remotos, quando o bom Deus ainda andava pela terra entre os homens, certa tarde, após ter caminhado muito, sentiu-se can...